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Landim explica cobrança de ingressos: "O momento é difícil para o Flamengo também"

4 jul 2020
16h44
atualizado às 16h44
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Na última sexta-feira, a direção flamenguista tomou uma atitude muito criticada pela torcida. Foi decido que a próxima partida do clube, neste domingo, contra o Volta Redonda, pela semifinal da Taça Rio, transmitida pela Fla TV, será cobrada. Quem quiser ver terá que pagar R$ 10. Apenas sócios continuam vendo a transmissão de graça.

Com isso, os muros da Gávea amanheceram pichados, pedindo que o presidente Rodolfo Landim saísse. O mandatário, por sua vez, se explicou, dizendo que o clube está experimentando um novo caminho e que é preciso pagar as contas também.

"O momento é difícil para todo mundo. É difícil pro Flamengo também… A gente tem que pagar jogadores, tem que honrar os compromissos, tudo isso. E com a sua receita super reduzida, sem público no estádio. E uma série de impactos econômicos também", disse à Fox Sports.

"Com a volta, fizemos em streaming para todo mundo. Agora estamos testando outro caminho. É um produto novo que estamos desenvolvendo. A expectativa é que a arrecadação seja muito maior do que tivemos no último jogo", acrescentou.

Landim ainda disse que se ninguém quiser pagar para assistir as partidas do Flamengo, vai ser difícil manter um time de alto nível como é o atual. "As pessoas esquecem pagam por tudo, aí agora… na hora de cobrar 10 reais numa Semifinal do Flamengo, elas não querem pagar. Se ninguém pagar, o Flamengo não tem condição de colocar o time que ele bota em campo".

Esse será o segundo jogo que o clube transmitirá nos canais oficiais do clube. Para isso, a direção rubro-negra se apoiou na Medida Provisória 984, que determina que os direitos de transmissão ou reprodução de um evento esportivo pertencem ao clube mandante, desde que este não tenha um contrato vigente com alguma emissora, o que é o caso.

Essa MP, assinada pelo presidente Bolsonaro no último dia 18, foi elogiada por Landim, que explicou que agora o Flamengo pode lucrar mais com a sua própria transmissão do que fechando um acordo com emissoras.

"A gente tinha um monopólio até a Medida Provisória e fomos contra. Então… ou muda o princípio e você (emissora) paga mais, pois trago mais da metade da audiência, ou não vou fechar com você", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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