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Festival apresenta modalidades paralímpicas para crianças e jovens

Evento nacional, promovido pela CPB, acontece neste sábado, em 70 cidades do Brasil; Estado de São Paulo tem 15 sedes

21 set 2019
03h38
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Apresentar o esporte adaptado para crianças com e sem deficiência física. Este é o objetivo da segunda edição do Festival Paralímpico, que levará oficinas de diferentes modalidades paralímpicas a 70 cidades do Brasil neste sábado, 21. O evento é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e celebra o Dia do Atleta Paralímpico, comemorado no dia 22 de setembro. A programação é gratuita e pode ser conferida no site da confederação.

Cada sede oferecerá uma programação com três modalidades, entre atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (paralisia cerebral), goalball (cegos), judô (cegos), parabadminton, parataekwondo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. Segundo o CPB, a expectativa é receber 11 mil crianças e mobilizar, ao todo, 15 mil pessoas - cinco mil a mais do que no ano passado.

Além da capital, as atividades acontecem, no estado de São Paulo, nas cidades de Barretos, Bauru, Caieras, Dracena, Guarulhos, Itu, Mogi Guaçu, Presidente Prudente, Santa Bárbara D'Oeste, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Suzano, Taubaté e Ubatuba.

As atividades, voltadas a jovens de 10 a 17 anos, vão das 8h30 às 11h30 e serão realizadas por educadores físicos e voluntários. Os próprios profissionais confeccionaram os materiais que serão utilizados. No goalball, por exemplo, as bolas serão envolvidas por plásticos, para fazerem barulho semelhante ao do guizo presente no equipamento oficial - os atletas da modalidade localizam a bola na quadra por meio do som.

"Os materiais do Festival são adaptados exatamente para provocar os professores de ensino regular a adaptarem suas aulas, sem a necessidade de equipamentos oficiais de bocha, futebol de 5, goalball, e assim por diante. É uma oportunidade ímpar para mostrar aos professores que é possível fazer uma aula adaptada e incluir as crianças na Educação Física", explica Ramon Pereira, coordenador de Desporto Escolar do CPB.

O festival terá a presença de atletas que conquistaram medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru. Um exemplo é o nadador mineiro Gabriel Geraldo, recordista mundial na classe S2 (alto grau de comprometimento físico-motor), que participará do evento em Belo Horizonte. Em Salvador, a dupla baiana campeã no futebol de 5, Jefinho e Cássio Lopes, participará das atividades.

"Referências são sempre importantes, não é diferente no paradesporto. Teremos, por exemplo, seis atletas no Pará representando o CPB em dois dos núcleos. No Centro de Treinamento Paralímpico (em São Paulo), como tem um maior número de atletas treinando e morando perto, serão 26 (esportistas)", detalha Pereira. "A oportunidade de a criança participar, sabendo que há um atleta paralímpico, medalhista, e que ela poderá um dia ser uma atleta assim, traz motivação para, após o festival, esse jovem procurar uma associação e praticar a modalidade", conclui.

Dia do Atleta Paralímpico

A data nacional foi instituída pelo decreto de lei nº 12.622, de 8 de maio de 2012, passando a ser comemorada a partir de 2014. Já o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro) existe desde 2005 para conscientizar a importância de se desenvolver formas de inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. / Agência Brasil

Estadão
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