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Ex-corredor Frankie Fredericks é investigado por possível fraude na Rio 2016

3 nov 2017
17h00
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O ex-velocista namíbio Frankie Fredericks está sendo investigado formalmente na França devido a alegações de compra de votos para a conquista da sede da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, disse uma fonte a par do inquérito nesta sexta-feira.

Fredericks, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) que conquistou quatro medalhas nos Jogos de 1992 e 1996, é suspeito de receber propinas e de lavar dinheiro em Paris, segundo a fonte.

    Ele compareceu diante de um magistrado francês na noite de quinta-feira.

    Ele já está sendo investigado pela Unidade de Integridade do Atletismo devido a pagamentos que recebeu de Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, ex-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês), no dia em que o Rio venceu a votação que escolheu a sede da Olimpíada de 2016.

    "Acabamos de ser informado da decisão do juiz francês", disse um porta-voz do COI. "O Ceco (chefe de Ética e Compliance) examinará a ação, que ainda não está disponível, e informará a Comissão de Ética, que se reunirá na segunda-feira", acrescentou.

"Como qualquer procedimento, o direito de ser ouvido tem que ser respeitado", concluiu.

Fredericks também fez parte do conselho da Iaaf até ser suspenso em julho, e aguarda o desfecho do inquérito.

O ex-atleta havia rejeitado anteriormente as alegações de corrupção, dizendo que um pagamento de 300 mil dólares foi feito à sua empresa como recompensa por um trabalho legítimo. A Unidade de Integridade confirmou na sexta-feira que ainda está investigando Fredericks e que ele segue suspenso.

    Em março Fredericks renunciou da diretoria de uma equipe do COI que avaliava propostas de candidatos aos Jogos de 2024 e de uma força-tarefa da Iaaf que investigava alegações de doping na Rússia.

    O Rio conquistou o direito de sediar a Olimpíada em 2009, derrotando Chicago, Tóquio e Madri.

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