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Seleção Espanhola

Contratado até a Euro, Luis Enrique é apresentado na Espanha

19 jul 2018
09h41
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Na manhã desta quinta-feira, Luis Enrique foi apresentado como o novo técnico da seleção espanhola na Ciudad de Fútbol, em Madri. Após uma campanha abaixo do esperado na Copa do Mundo, em meio à demissão forçada de Julen Lopetegui e eliminação nas oitavas para a Rússia, a Real Federação Espanhola de Futebol fechou um acordo de dois anos com o novo treinador, até o final da Eurocopa, em 2020.

Ele agradeceu pela oportunidade e falou sobre diversos assuntos, como os próximos passos, a evolução tática necessária e evitou falar sobre política, que já chegou a dividir alguns jogadores da equipe.

"Gostaria de agradecer ao presidente (Luis Rubiales), ao Molina (diretor esportivo) e à junta diretiva por sua confiança. Sei o que é ser um técnico", iniciou Luis Enrique. "Estou muito animado, com muita vontade e preparado para tentar conseguir dois anos de grandes desafios e objetivos. Venho com meu estafe, vamos conhecer o trabalho das pessoas que já estavam aqui para poder ver os recursos que temos".

O estafe mencionado é composto de seu auxiliar Rafael Pol, do preparador físico Jesús Casas e do chefe de equipe e psicólogo Joaquín Valdés, todos presentes em seu período de Barcelona. O primeiro compromisso do novo comandante à frente da seleção será no dia 8 de setembro, contra a Inglaterra, em Wembley, pela recém-criada Liga das Nações da Uefa. A primeira convocação será no dia 31 de agosto.

Luis Enrique atuou como meia e defendeu tanto a camisa do Barcelona quanto do rival Real Madrid. Pela seleção espanhola, disputou os Jogos Olímpicos de 1992, quando foi medalhista de ouro, as Copas de 1994, 1998 e 2002 e a Eurocopa de 1996. Como treinador, conquistou uma Liga dos Campeões, dois Campeonatos Espanhóis, um Mundial de Clubes e três Copas do Rei pelo Barcelona. Ele foi anunciado como técnico da Espanha no dia 9 de julho.

Confira abaixo os principais momentos da coletiva.

Legado deixado e próximos passos

"Hoje é o dia da minha apresentação, é claro que vamos analisar o que aconteceu, mas queremos enfatizar o grande trabalho de Lopetegui e Hierro. A linha de sucesso é muito clara e acho que eles fizeram um trabalho muito profissional. A ideia é tentar revolucionar, como eu fiz com o Barça. Há uma mudança de gerações e temos que avaliar quais mudanças devem ser feitas na Seleção para que ela seja competitiva dentro de dois anos. Vou trabalhar muito cômodo, prefiro centrar-me no positivo. Tenho uma equipe de trabalho muito potente. A chave é que a gente consiga trazer os jogadores com muita vontade, já que temos um calendário muito apertado".

Tática

"É possível evolucionar sem mudar o estilo de jogo, já fiz isso em um dos maiores clubes do mundo e com jogadores incríveis. Vamos seguir com o mesmo estilo, segurando a bola, reforçando nosso perfil, mas com novas nuances. É preciso pressionar melhor, com mais profundidade, gerar mais oportunidades… Nada que meus antecessores não quisessem. Temos que parecer uma equipe. Só treinaremos uma semana por mês, mas será intenso. Preciso saber o feedback dos jogadores, ver onde tiveram problemas. Acredito que há muitas coisas para serem melhoradas taticamente".

Relação com os jogadores

Gosto de conversar com os jogadores. Falo com eles, mas obviamente um jogador sempre tem uma visão individual e o meu tem que ser coletivo. Eu gosto de concordar, mas é o meu papel decidir. Queremos tornar as coisas mais fáceis para os jogadores. A verdade é que o trabalho duro e difícil é o que eles fazem no campo".

Piqué

"Piqué é um caso um pouco diferente. Ele se pronunciou há dois anos (sobre sua saída da seleção). Não falei com ninguém até hoje, é preciso analisar cada caso de maneira individual. Gostaria de poder contar com todos os jogadores e Piqué demonstrou seu rendimento. Suponho que vamos conversar e, então, levar para a seleção os melhores atletas disponíveis".

Julen Lopetegui

"Isso é passado, não creio que eu tenha que comentar nada. Desde a proposta que recebi, olho o mundo com otimismo e querendo fazer o bem. O passado fica no passado, serve para tirar conclusões, mas eu não preciso levá-las comigo".

Objetivos não concluídos

"Fracasso é uma palavra muito feia (em relação aos resultados da Copa do Mundo). Fracassar significa que você nem tentou. Vínhamos de resultados magníficos e isso devemos aos jogadores que nos fizeram ser os melhores durante alguns anos. Não falo de fracasso, mas de não ter cumprido objetivos. Não vai haver uma revolução, mas sim uma evolução. A idade não me interessa, pretendemos ser os mais justos possíveis com os jogadores".

Catalunha

"Não vou falar de nada político, o que você disse não se encaixa na realidade (sobre uma suposta defesa dos estrelados). Sou asturiano, orgulhoso de viver na Catalunha e espanhol".

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