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De olho em Tóquio-2020, CBG faz balanço positivo do ano na ginástica brasileira

'Foi um ano de muitas conquistas, trabalho, aprendizado e superação', avaliou a presidente da entidade, Luciene Resende

28 dez 2018
11h59
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Já de olho nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) fez nesta sexta-feira uma avaliação positiva da temporada 2018 da modalidade no Brasil. A entidade exaltou os resultados dos atletas do País no Mundial e também ações fora das competições, para proteger os esportistas de casos de assédio sexual.

"Foi um ano de muitas conquistas, trabalho, aprendizado e superação. Conseguimos já no primeiro semestre do ano ser a modalidade com maior número de medalhas nos Jogos Sul-Americanos realizados em Cochabamba/BOL. Obtivemos outros resultados inéditos, como a classificação das seleções masculina e feminina de ginástica artística para as finais por equipes em um mesmo Mundial, a histórica nota da seleção de conjunto de ginástica rítmica no Pan-Americano de Lima, o 14° lugar no Mundial de Trampolim com Camila Lopes, as duas medalhas de ouro da Ginástica Aeróbica na Copa do Mundo da Bulgária", enumerou a presidente da CBG, Luciene Resende.

No Mundial de Doha, no Catar, o maior destaque brasileiro foi Arthur Zanetti, com sua medalha de prata nas argolas. No feminino, Flávia Saraiva fez a final do solo. Coletivamente, o Brasil brilhou ao levar o ouro no Pan-Americano da modalidade, em Lima (PER), com a seleção brasileira de conjunto, na série de cinco arcos. Foi a maior nota da história de uma equipe das Américas em eventos internacionais.

"Participamos dos principais eventos internacionais sem deixar de dar atenção ao calendário nacional de todas as nossas modalidades, realizando campeonatos nas cinco regiões do país", afirmou a dirigente.

Fora das competições, a presidente da CBG destacou medidas tomadas para evitar casos de assédio sexual. Denúncias surgiram no noticiário nos últimos anos em casos nacionais e internacionais, principalmente na seleção feminina dos Estados Unidos, causando repercussão mundial.

"A CBG aprimorou ainda mais a sua gestão, realizando diversas ações e medidas no sentido de combater e proteger os ginastas contra todas as formas de assédios. E a CBG continuará com seus esforços para aprimorar ainda mais seus programas, tornando-se um exemplo no combate ao assédio no esporte, visando garantir um ambiente sempre saudável para nossos atletas, influenciando assim, positivamente a sociedade", declarou Luciene Resende.

Estas medidas foram concretizadas com o lançamento do Programa de Prevenção e Combate ao Assédio, como a criação do Código de Ética, do Comitê de Ética e Integridade, e da Cartilha de Combate ao Assédio. Além disso, a CBG assinou Termo de Cooperação com o Ministério Público e do Termo de Convivência entre ginastas e treinadores para proteger os ginastas.

Estadão
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