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Adilson Batista diz que poderá barrar medalhões no Cruzeiro

Técnico acertou contrato até dezembro de 2020, independentemente do destino da equipe nas rodadas finais

29 nov 2019
18h50
atualizado às 19h39
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Apresentado oficialmente nesta sexta-feira pelo Cruzeiro, horas após a demissão de Abel Braga, Adilson Batista não perdeu tempo e aproveitou a entrevista coletiva para dar o seu recado aos medalhões do elenco mineiro. Ele avisou que poderá barrar jogadores mais badalados caso não apresentem bom futebol nesta reta final do Brasileirão.

"Se você olhar o meu histórico, eu tirei do time o goleiro Danrlei, quando comandava o Grêmio. No Corinthians, eu substituí o Roberto Carlos em dez jogos. Vocês [jornalistas] já conhecem a minha linha. Não é nome [que garante escalação], tem que jogar bola. Está dado o recado, né", afirmou o novo treinador cruzeirense.

Adilson Batista é apresentado no Cruzeiro.
Adilson Batista é apresentado no Cruzeiro.
Foto: Vinnicius Silva / Cruzeiro

Adilson concedeu coletiva após insistir diante de membros da diretoria. Inicialmente, estava previsto somente um breve pronunciamento diante dos jornalistas. O treinador assume o time quase em caráter emergencial, após a saída de Abel Braga, que não resistiu à derrota para o CSA por 1 a 0, na noite de quinta-feira. "O tempo é escasso. E o pouco tempo que temos já precisamos que mostrar o que queremos", declarou.

Segundo a diretoria do Cruzeiro, Adilson acertou vínculo até o fim de 2020, independentemente do rumo da equipe ao fim do Brasileirão. O time mineiro soma 36 pontos e ocupa o 17º lugar da tabela, dentro da zona de rebaixamento. Até o fim do campeonato, a equipe vai enfrentar Vasco, Grêmio e Palmeiras.

"Precisamos ter atitude. Não adianta falar e não fazer. Teremos que ter 24 horas de dedicação ao clube", pregou Adilson Batista, que evitou comentar o desempenho recente da equipe. "Difícil comentar quando você está de fora, olhando um jogo de fora. Foi o que coloquei para eles, eu preciso treinar 100%. Não adianta treinar 50% e jogar 100%. Precisamos treinar da mesma forma que vamos jogar. Não tem como eu cobrar, fazer uma avaliação de fora."

O treinador disse também que não tomará decisões radicais, apesar da pressão da torcida e alto risco de queda. "Não posso ser radical. Temos que ter alguns cuidados quando chegamos a um clube. Eles fizeram grandes jogos aqui. Vamos resgatar como jogaram, como foram as escalações. Não foge muito. Claro que pode mudar uma coisinha ou outra, mas não dá para ser radical e perder a essência. Acho que o jogo de ontem [quinta] tem que ser esquecido. É página virada, é um novo treinador, um novo processo, uma nova cobrança."

PERRELLA DISPARA

Mais cedo, horas antes da coletiva de Adilson, Zezé Perrella não poupou palavras para cobrar o elenco e criticar a gestão anterior do Cruzeiro. "Quebraram o Cruzeiro para ser campeão brasileiro! No dia 8, quando o campeonato acabar, vou soltar um balanço e quero que todos saibam a situação real do Cruzeiro. Não estou aqui disposto a quebrar com o Cruzeiro não, mas eu estou fazendo o que posso", declarou o gestor do futebol e do presidente do Conselho Deliberativo.

Sem citar nomes, ele atacou os críticos. "Se entenderem que tem alguém melhor que eu, que venha. Os grandes cruzeirenses que ficam cornetando... Que venham! Ninguém se habilita, todo mundo diz que se preocupa com o Cruzeiro, mas na hora de mostrar mesmo, de ajudar, todo mundo foge, tudo c...".

Sobre Adilson, ele disse ter dado carta branca ao novo treinador cruzeirense. "Se ele quiser barrar o time inteiro e colocar o júnior, ele tem o meu apoio", declarou, antes de cobrar o elenco. "Que eles tenham vergonha na cara e deixem o Cruzeiro na primeira divisão. A responsabilidade é deles."

E acrescentou que os jogadores ficarão marcados pelo rebaixamento, caso o time não obtenha a reação nas últimas três partidas no campeonato. "Nem posso dizer que os jogadores não estão se empenhando, eles estão tentando. Muitos podem ser é ruins mesmo. Não tem ninguém entregando antes da hora. Os jogadores estão preocupados nesse momento não é nem com salário, é com o futuro deles. Eles sabem que, se a gente cair, o futuro deles não será nada legal. Serão lembrados como os que jogaram o Cruzeiro na segunda divisão."

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Estadão
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