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Messi e série invicta da Argentina preocupam seleção italiana na Finalíssima; Scaloni prega cautela

Troféu Artemio Franchi será disputado nesta quarta-feira, em Wembley, pelas campeãs da Copa América e da Euro

31 mai 2022 - 19h37
(atualizado às 19h37)
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Após ficar sem vaga na Copa do Mundo ao perder o playoff das Eliminatórias para a Macedônia do Norte, em março, a Itália não vive um momento de muita confiança, por isso aceita a Argentina como favorita na Finalíssima, novo torneio disputado entre os campeões da Eurocopa e da Copa América. Atual campeã europeia, a seleção italiana decide o título intercontinental com os argentinos nesta quarta-feira, a partir das 15h45 (horário de Brasília), no Estádio de Wembley.

O técnico Roberto Mancini mostrou preocupação com o craque Lionel Messi, que, apesar de ter feito uma temporada abaixo da média no PSG, vive um bom momento na seleção nacional. Independentemente da fase vivida pelo jogador de 34 anos, o treinador italiano não consegue tirá-lo da lista de melhores do mundo.

"Na Itália vivemos muitos anos com Maradona, e Messi é como ele, um dos melhores de todos os tempos", afirmou Mancini em entrevista coletiva. "Nesta temporada pode ser que não tenha feito tantos gols porque mudou de time e de país. Talvez precise de um pouco mais de tempo, mas acredito que ele é o melhor. Amanhã teremos que estar muito atentos com ele, porque ele pode mudar um jogo em um segundo", completou.

O zagueiro Bonucci, por sua vez, destacou os números conquistados nos últimos anos pela seleção argentina sob o comando do treinador Lionel Scaloni. Invicto há 31 jogos, o time não perde desde a semifinal da Copa América de 2019, quando foi derrotado pelo Brasil. Dois anos depois, venceu o título continental justamente diante dos rivais brasileiros, em 2021, no Maracanã.

"Eles estão entre os melhores do mundo. A Argentina não tem nenhuma derrota nos últimos 31 jogos, e isso não é nenhuma coincidência. Nós precisamos de comprometimento e respeito máximos. Precisamos começar de novo e construir os alicerces que vão recolocar a Itália novamente no topo do futebol mundial", comentou o defensor.

CAUTELA ARGENTINA

Atual campeã da Copa América, conquistada diante do rival Brasil, e invicta há 31 jogos, a Argentina tem motivos para estar empolgada antes da Finalíssima. O técnico Lionel Scaloni, contudo, não quer ver os jogadores argentinos deslumbrados com a boa fase, até porque será o primeiro duelo com um europeu em três anos, ainda que seja com uma seleção que não estará na Copa do Mundo do Catar.

"O importante é não se achar invencível. Tudo bem que as pessoas nos vejam como campeões, pois gostamos do que foi conquistado, mas o caminho continua, não podemos adormecer com isso", afirmou o treinador, que, com o título continental do ano passado, ajudou a Argentina a encerrar um jejum de 28 anos sem títulos.

Os números excelentes foram conquistados ao mesmo tempo em que Messi reconstruiu uma relação sólida com os torcedores argentinos, após altos e baixos no time nacional. O próximo passo para a seleção albiceleste é provar que pode ter um bom desempenho contra adversários da Europa. O última europeu enfrentado por ela foi Alemanha, em partida amistosa encerrada com um empate por 2 a 2, disputada em outubro de 2019.

"Está tudo tão bom que como treinador tenho de alertar os meus jogadores que temos de continuar a competir. Não deixe ninguém relaxar e continue puxando para a frente. Devemos acreditar que temos que competir contra qualquer um", comentou Scaloni, antes de falar sobre a situação da Itália, fora da Copa do Mundo pela segunda edição consecutiva.

"A Itália ficou injustamente fora da Copa do Mundo. Estamos falando da seleção vencedora do Campeonato da Europa, uma equipe do mais alto nível de futebol. Ela ficou de fora da Copa do Mundo porque às vezes a bola não entra. Seu treinador (Roberto Mancini) fez um trabalho formidável, deu uma identidade que a Itália não tinha há muito tempo", opinou.

TROFÉU ARTEMIO FRANCHI

A Finalíssima é a reedição de um torneio entre os campeões da América do Sul e da Europa realizado apenas duas vezes, em 1985 e 1993, com o nome de Troféu Artemio Franchi, em homenagem ao presidente da Uefa morto em 1983. A competição é considerada precursora da Copa Rei Fahd, que reuniu outros campeões continentais e deu origem à extinta Copa das Confederações.

A Argentina, aliás, foi a campeã da segunda e última edição do Troféu, em 1993, quando venceu a Dinamarca nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal. Já a disputa de 1985 foi vencida pela França, que bateu o Uruguai por 2 a 0.

Estadão
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