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Coritiba

Se não antecipar julgamento, Coritiba estreia fora de casa

6 jan 2010
16h48
atualizado às 17h26
ELAINE FELCHACKA
Direto de Curitiba

A nova diretoria do Coritiba esteve na Federação Paranaense de Futebol na última terça-feira para um primeiro contato com a entidade estadual do futebol desde sua posse. Na pauta, a liberação do Estádio Couto Pereira era o assunto principal, além da apresentação dos novos homens que estão no comando do clube.

Na reunião, o Coritiba fez diversos questionamentos à Federação sobre o que será necessário para que o estádio, interditado pelo Ministério Público e Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), seja liberado para a disputa do Campeonato Paranaense.

Mas para a torcida, a situação não é nada animadora e o Coritiba deve fazer a estreia longe do Couto Pereira. O primeiro jogo está marcado para o dia 16 de janeiro, contra o Serrano. Nas segunda e terceira rodadas, o clube tem jogo fora de casa e só volta a atuar na Capital no dia 27 de janeiro.

Se o STJD não voltar aos trabalhos antes da data da quarta rodada, novamente o jogo será fora do Couto Pereira.

"O estádio está interditado pelo STJD e só pode ser liberado depois das vistorias e após o julgamento do recurso que o clube impetrou. O STJD vai julgar a liberação da interdição ainda. Não tem data definida para o julgamento", disse Paulo Schmitt, procurador da entidade.

O procurador esclarece que a interdição não conta como cumprimento da perda de 30 mandos, imposta no mesmo julgamento, e que os jogos podem ser realizados em Curitiba, mas em uma outra praça esportiva.

"A necessidade de jogar a 100 km da cidade só vale para o Campeonato Brasileiro. Existe a diferença entre a interdição e a perda de mando dos 30 jogos. A perda vale só para a Série B, mas a interdição vale para todas as competições", ressaltou Schmitt.

Quanto às melhorias que o clube terá de fazer no estádio, ainda não há nada definido. A carta com as respostas ao Coritiba deve ser entregue ainda na noite desta quarta-feira, mas o presidente da Comissão de Vistorias da FPF, Reginaldo Cordeiro, já adiantou que não será necessária a colocação de grades para separar arquibancadas do gramado. Este é o maior temor da diretoria alviverde, que teria um gasto ainda maio com as obras que já estão em trono de R$ 400 mil.

"A colocação de grades é uma situação delicada, porque elas não estarão garantindo a integridade física do torcedor. Se houver necessidade de evacuação dos torcedores para o gramado em caso de uma emergência as grades não permitiriam", explicou Reginaldo.

A Federação também não dá garantias de liberação já que aguarda esclarecimentos jurídicos sobre o caso. "Vamos esperar o estudo que nosso Departamento Jurídico está fazendo para então darmos todas as respostas ao Coritiba. Precisamos nos certificar se a decisão do STJD também vale para o Paranaense", disse.

E mesmo com o estádio ainda interditado, a diretoria não fala em possíveis locais que servirão de "casa" para o Coritiba neste período. "O Plano B só entra em questão quando o A não tiver mais condições", disse o presidente Jair Cirino.

Diretoria do Coritiba garante ainda não ter uma opção para substituir Couto Pereira
Diretoria do Coritiba garante ainda não ter uma opção para substituir Couto Pereira
Foto: Elaine Felchacka / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra

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