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Vítor Pereira explica opção por esquema com 3 zagueiros: "Não desgasta tanto"

Treinador português entrou com três defensores e dois alas na vitória do Corinthians sobre a Portuguesa-RJ na Copa do Brasil

12 mai 2022 01h32
| atualizado às 08h05
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Vítor durante a partida contra a Lusa carioca (Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians)
Vítor durante a partida contra a Lusa carioca (Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians)
Foto: Lance!

Vítor Pereira surpreendeu os torcedores e a imprensa com a sua escalação inicial na vitória por 2 a 0 do Corinthians sobre a Portuguesa-RJ, pela terceira fase da Copa do Brasil. O português montou um esquema de três zagueiros, formado por Robson, João Victor e Fábio Santos, e os alas sendo Gustavo Mosquito e Lucas Piton.

Na entrevista coletiva depois do triunfo, o lusitano explicou que optou alterar o esquema de quatro para três defensores para preservar fisicamente o time. Ele ainda explicou as escolhas por Adson, Giuliano, Piton e Gustavo Silva.

"Nós trabalhamos um sistema alternativo ao nosso 4-3-3. Hoje entramos em 3-4-3 para ter largura total. Largura total contra uma equipe que se fecha, teremos homens abertos dos dois lados para variar e fazer a inversão de jogo. Coloquei o Adson e o Giuliano por dentro, onde se sentem mais à vontade. O Gustavo trabalhamos algumas vezes uma estrutura alternativa. Gustavo é mais vertical e rápido para fazer o lado direito. Piton na frente tem qualidade e pode fazer a posição, para não desgastar o Fábio. A equipe não se desgasta tanto nessa estrutura", ponderou o comandante do Corinthians.

Vítor viu sua equipe muita agressiva na primeira etapa, e declarou que a queda de rendimento no segundo tempo foi natural, pois os jogadores tinham em mente que a classificação estava encaminhada, e a sequência de jogos acabou sendo um importante fator. Ele afirmou também o desejo em fazer logo o terceiro gol para utilizar mais cedo os garotos da base.

"Entramos muito forte e definimos nós 45 minutos. Entramos forte e agressivos do ponto de vista ofensivo e defensivo, pressionamos a perda de bola, fizemos dois gols, no segundo tempo poderíamos fazer outro. Eu não pedi para deixar de fazer gols, mas naturalmente o time percebe que vem dois jogos complicados e administra o resultado. Eu queria ter feito o terceiro gol mais rápido para colocar os meninos da base mais cedo, mas tiveram que entrar cedo. Os jogadores da base trabalham muito bem e eu queria ter dado mais tempo e não foi possível", disse.

O técnico português discorreu sobre o quê os jogadores precisam fazer para jogar. Para ele, é melhor os atletas atuarem em boas condições por 90 minutos, ao invés de fazerem longas sequências como titular, podendo ter uma queda de rendimento.

"Nessa gestão que tentamos fazer eu procuro convencê-los que, se entrarem zerados nesses jogos, poderão jogar no melhor nível. Maycon hoje foi possível gerir. Disse que logo que possa, vai sair para ajudar nos dois jogos. Essa gestão eu prefiro que façam 45 ou 60 minutos com nível, ao invés de atuarem 90 minutos em cima e não conseguirem jogar no nível deles. É uma conversa diária que eles tem que entender, torcida tem que entender porque é a única forma de manter o time competitiva", comentou.

Agora, o Corinthians volta suas forças para o Brasileirão e a Libertadores. No sábado (14), às 19h, os comandados de Vítor Pereira enfrentam o Internacional no Beira-Rio.

Três dias depois, o Timão vai até Buenos Aires, onde encara o Boca Juniors na Bombonera, às 21h30 (Brasília), pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores.

Lance!
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