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Vítor Pereira acredita em evolução do Corinthians após resultado sobre o Santos: "Subindo de nível"

23 jun 2022 01h00
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O Corinthians conseguiu uma grande vantagem sobre o Santos na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena, ao vencer por 4 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O técnico Vítor Pereira, sempre muito sincero em suas coletivas de imprensa, analisou o duelo e também afirmou que a equipe está evoluindo.

"Fizemos um jogo de qualidade, consistente defensivamente e, ofensivamente, encontramos espaços, combinações bonitas, com dinâmicas, um jogo bem construído, contra um adversário difícil, com jogadores de qualidade e bem trabalhados pelo Bustos. Hoje fomos mais fortes, a melhor equipe e, pronto, estamos num intervalo de uma eliminatória e ganhar de 4 a 0 é um resultado importante. O resultado coroou o bom jogo que fizemos", iniciou.

"Eu acredito que estamos subindo de nível, a probabilidade de jogarmos mais jogos assim é melhor, porque os jovens, estão chegando mais experientes que estavam fora, alguns estão voltando. A juventude e a experiência podem dar um jogo bonito", complementou em outro momento.

Vítor Pereira também falou sobre outras questões, uma delas sobre a sua primeira vitória em clássicos desde que chegou ao clube. Até agora, haviam sido quatro derrotas e um empate.

"Aqui pontuam muito essa questão do tabu. Eu sinceramente não me importava perder todos e, no final, ser campeão, ter um título no final da temporada. Mas eles sao, de fato, importantes, fundamentalmente para os torcedores e jogadores. Para mim, é preciso um pouco de trabalho. Chegamos em outro nível para esse clássico, dos mais novos aos mais velhos. Quando tivermos outro jogo, outro clássico, complicado, cada jogo é diferente, sermos humildes e perceber o que fizemos bem, corrigir os erros, procurar vencer o jogo", finalizou.

O jogo da volta acontecerá no dia 13 de julho, na Vila Belmiro, quando o Peixe precisará reverter o marcador. Antes disso, porém, as equipes se encontram novamente já no próximo sábado, novamente na Neo Química Arena, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h (de Brasília).

Veja outros trechos da coletiva de Vítor Pereira:

Adson

"O Adson é um jogador técnico, mas eu também, quando uma equipe está vencendo ou perdendo, com inferioridade numérico, no momento em que o Adson começa a passar o pé por cima da bola, eu entendi que aquele momento, que ele deveria ter jogado mais simples, eu gosto de respeitar os adversários, ele disse que não fez isso. Eu não queria falta de respeito".

Willian

"Eu já falei que, depois que perdemos o Jô, tivemos que fazer uma referência mais posicional no ataque. Fomos à procura de um jogo assim. O que eu quero que os três jogadores da frente é dar liberdade e responsabilidade no momento de perda de bola, a equipe tem que reagir, e, nos corredores, têm que cumprir as funções. Essa liberdade vem daí, mas tem que ser com organização. Liberto um pouco porque, assim, conseguem fugir muito mais das marcações, é mais difícil ficar com marcação homem a homem. No momento da perda de bola, é a função que eles têm que fazer".

Mescla entre jovens e experientes

"Aqui uma ratificação que tenho que fazer em relação ao rodízio da última coletiva. A ideia que quis dizer foi que, com as lesões que tivemos, se não tivéssemos os jovens preparados, teríamos dificuldades para formar uma equipe de 11. Vamos imaginar que jogássemos sempre com a mesma equipe, o que quis dizer é nunca valorizar meus jogadores experientes e valorizar também esses jovens que têm qualidade, mas precisam jogar, porque senão não conseguem chegar ao objetivo. Depois que jogamos contra o São Paulo com a mesma equipe, no Paulistão, desde aquele jogo vi claramente que não dava para jogar com a mesma equipe, passados três dias, com a mesma qualidade. Ali eu disse que o objetivo era trazer os jovens para outro nível, para chegar a um equilíbrio, para manter a qualidade. Se eu não tivesse dado tempo de jogo, eles não estariam nesse nível".

Estádio

"O ambiente no estádio é… Quando penso que já vi tudo, eles parecem que conseguem subir o nível. Temos que ir atrás deles. O nível nas arquibancadas foi fantástico, a qualquer hora, portanto, nossa torcida está mostrando que, se seguirmos a qualidade deles, jogaremos em grande nível e conseguiremos mais resultados assim. Não é fácil jogar aqui e é com isso que temos que jogar, com qualidade e com 12º jogador, que é a nossa torcida".

Inversões

"A primeira coisa que faço é ver se a equipe adversária sofre gols, se tem resultados muito desnivelados… Eu não me recordo de dois gols de diferença no Santos. Não lembro se eles têm isso, não é fácil criar muitas situações de gols. Hoje conseguimos encontrar, estamos evoluindo em termos de dinâmica. Aquelas dinâmicas por dentro e por fora, inverter o jogo, são coisas que se vão criando e estimulando, apesar do tempo de trabalho não ser o que eu gostaria, mas acho que a equipe está evoluindo".

Forma de jogar no ataque

"A forma de jogar tem sempre a ver com as ideias do treinador, com o que ele vai estimulando, mas também com as características dos jogadores que temos. O que pedi é que, como não temos homens muito altos e referências na área, temos que chegar de outras formas, porque queremos fazer gols. Foi essencialmente essa mensagem que passamos no último jogo (contra o Goiás). Hoje chegamos muitas vezes, muitos queriam fazer gols. Tem que ser dinâmicas de trás para frente, de surpresa, mas temos que aparecer (e fazer gols). Isso não é estalar os dedos, é um processo de convencer o Róger (Guedes), depois dar mais liberdade aos pontas, dar também mais responsabilidade aos meias para aparecerem na área. E foi por aí hoje, acho que nesse pormenor subimos o nível".

Robert Renan

"O Robert, não sei se repararam, logo que entrou em jogo, é um pouco característico da juventude, ele logo no início mete um passe interior que é difícil acertar. Ele, como tem confiança e qualidade, irreverência um pouco também, não irresponsabilidade, mesmo com espaço apertado. Isso quer dizer alguma coisa, de confiança e qualidade dele. Mas tem que crescer, tem potencial, não tem dúvida nenhuma. Não só ele, temos vários jogadores jovens que vão voar para outros voos, não tenho dúvida nenhuma. Ele, para mim, vai ser um zagueiro de referência. É rápido, técnico, tem personalidade. Eu senti o Robson um pouco, no jogo que ele entrou, emocionalmente instável. Precisa ganhar outra vez a confiança das pessoas e dele próprio, temos que dar tempo".

Quais mais experientes estão crescendo?

"Todos eles, aí tenho que dizer que os mais experientes do Corinthians são pessoas de uma maturidade muito grande, com carreiras com muitos títulos e têm a paciência, humildade para fazer crescer os jovens, com conselhos, chamando atenção em alguns aspectos. Muitas vezes vejo conversas entre eles, particulares ou em grupo. Há este abraçar e querer que eles cresçam e que evoluam, ajudando nesse processo. É o tal ambiente familiar que já falei, não estou aqui falando… Sinto de fato que o Corinthians é uma família, os mais velhos, os mais novos, a direção, os funcionários. Os mais velhos são fundamentais no crescimento dos mais novos".

Evolução

"Desde que cheguei sempre tentei passar a ideia… Tivemos um período muito difícil, procuramos sobreviver à tempestade com jogos em que o resultado foi melhor que o desempenho. Sou um treinador que gosta de bons jogos, alguns não consigo ver 15 minutos, gosto de jogos com qualidade. Todos os processos são assim, temos que ter paciência. Eu acredito que estamos subindo de nível, a probabilidade de jogarmos mais jogos assim é melhor, porque os jovens, estão chegando mais experientes que estavam fora, alguns estão voltando. A juventude e a experiência podem dar um jogo bonito".

Yuri Alberto

"Quando falamos sobre as necessidades da equipe, dos problemas que tenho, transmito à direção, discutimos as oportunidades do mercado, o que é possível e o que não é, mas é um assunto interno. Só falarei sobre um jogador quando ele for do Corinthians".

O que não fazer na volta?

"O jogo vai ser diferente, temos que manter os níveis de concentração e confiança. Concentração quando se alia à confiança, nós temos a probabilidade de jogarmos um jogo melhor. O que pedi à equipe. Normalmente a crítica diz que só conseguimos jogar 45 minutos, ou a primeira parte ou a segunda parte, não conseguimos manter a constância. Hoje eu disse que o desafio era manter o ritmo, a qualidade, a concentração e não permitir gols. E acho que fizemos um jogo… Jogo de confiança e concentrado, controle emocional, tático, depois a qualidade deles".

Bruno Méndez

"É um jogador que desde o início, quando soube que era nosso, transmiti a ideia que era bom que retornasse, porque é agressivo, com o espírito que eu gosto, competitivo, com qualidade, jovem, tem margem de correção, pode fazer mais que uma posição e pode ser muito útil".

Clássico no sábado

"O Renato teve um problema por causa do gramado sintético contra o Athletico, assim como o Willian, por isso ficou fora do jogo anterior. O Júnior Moraes se recuperou do problema que tem, não estava ainda recuperado para vir para esse jogo, e o Rafael, vocês sabem que ele não teve férias, fez uma liga inteira em Portugal e chegou aqui e começou a jogar. Está com um acumulado muito grande, está sobrecarregado e sentimos que precisamos ter um cuidado com ele. Foi por gestão, para evitar lesão".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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