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Sylvinho admite atuação ruim do Corinthians, mas não vê time previsível no ataque

18 out 2021 23h53
| atualizado às 23h53
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Sylvinho reconheceu que o Corinthians não fez uma boa partida no clássico contra o São Paulo, nesta segunda-feira. A derrota por 1 a 0, no Estádio do Morumbi, teve muita relação com um início bem abaixo do Timão, segundo o técnico.

"Todo mal momento numa partida se paga, paga caro. Sim, tivemos os primeiros 10 minutos com dificuldade do qual todos entendemos, não é só por rotação, não. Jogadas agudas do São Paulo, tínhamos isso claro, sabíamos da passagem forte do Reinaldo, chegamos a treinar, mas ocorre. 10 minutos que o adversário esteve melhor e isso te custa bastante. Não só no início, mas a gente fica chateado quando isso acontece e acaba se pagando caro".

Após levar um gol com apenas seis minutos, o Corinthians viu o adversário recuar. Ao fim, o alvinegro terminou com mais posse de bola, mas pouco incomodou Volpi. Ainda assim, para Sylvinho, os setores de criação e conclusão do Corinthians não podem ser considerados previsíveis.

"Longe do time ser previsível. Ao contrário, estamos tentando buscar esse time, está aberto o cenário. E trocas de atletas têm ocorrido, com características diferentes. Haja vista que era o Jô na frente, Róger foi para o lado, depois Jô volta, esse tripé de meio campo tem dado bastante para nós, a presença do Cantillo também, em outro momento foi Gabriel. Estamos buscando. Não temos um período longo, do qual a gente possa dizer: 'olha, esse jogo já não dá mais certo'. Ao contrário, estamos buscando esse jogo, estamos trabalhando a troca constante de alguns atletas, é isso que estamos buscando fazer, melhorar a performance de construção".

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Sylvinho:

Menos pegada

"Tivemos um começo em que tentamos equilibrar, o São Paulo, em casa, saiu bem forte, mas foram questões mais técnicas, de se colocar no campo. Pagamos um preço caro por aqueles 10 minutos, depois ficou equilibrado, forças próximas".

GP preso na direita

"Um atleta que joga bastante pelo lado direito, grande parte tem sido pelo lado direito, contra o Fluminense houve algumas trocas, uma queda de rendimento, e por isso mais com ele por ali. Willian faz mais essa troca, com Adson menos".

Escolha por Adson

"Depois de uma lesão grave, faz tempo, ele vinha de jogos seguidos fazendo gols, essa lesão o tirou, ele tem voltado, está readquirindo forma, momento, com a lesão do William ele pôde voltar a jogar, já nos ajudou no passado e nós entendemos que hoje era um jogo para ele começar jogando. Isso já aconteceu contra o Bahia, entrou Gustavo, onde houve um pouco de perda entre os dois externos, porque ambos preferem jogar pelo lado direito, parte da decisão foi por isso, porque Adson joga pelo lado esquerdo. No meio tempo a substituição não foi feita, porque a gente faz correções e meio tempo é para isso. Depois de cinco, dez minutos, a gente faz. Entendemos que também houve uma queda na performance física, normal, Adson está há bastante tempo (sem ser titular), mas Gustavo entrou bem, se dá bem pelo lado direito, trouxemos o GP, até colocamos ele para dentro para tentar mais possibilidades entre linhas e chegar no gol".

Escolha por Du

"Já foi escolhido, tem dado resposta, jogou contra Athletico-PR, jogou muito bem, contra o Grêmio, muito bem, contra Atlético-GO, muito bem. Fez bem a parte defensiva, teve dificuldade em construção, mas é um atleta que deu conta do recado, jogo difícil, clássico, atleta de vigor físico. Nós o conhecemos no meio campo, mas fez toda a base na lateral e vai ganhando minutagem".

Previsibilidade ofensiva

"Parte, sim, uma dificuldade maior. O adversário vai tirando suas possibilidades, linha de passe, mas, não. Longe do time ser previsível. Ao contrário, estamos tentando buscar esse time, está aberto o cenário. E trocas de atletas têm ocorrido, com características diferentes. Haja vista que era o Jô na frente, Róger foi para o lado, depois Jô volta, esse tripé de meio campo tem dado bastante para nós, a presença do Cantillo também, em outro momento foi Gabriel. Estamos buscando. Não temos um período longo, do qual a gente possa dizer: 'olha, esse jogo já não dá mais certo'. Ao contrário, estamos buscando esse jogo, estamos trabalhando a troca constante de alguns atletas, é isso que estamos buscando fazer, melhorar a performance de construção. O adversário tem a leitura, parte do que não conseguimos é o rival que vai tentar te tirar. Nós não esperamos o Corinthians entrar em campo e ter uma performance de fazer quatro, cinco gols… Não, não. Nós estamos buscando a cada jogo, as dificuldades são enfrentadas e estamos buscando a performance, jogo, time, tática, a cada momento e jogo que estamos fazendo".

Falta de finalizações

"Parte dela é essa primeira construção, onde o adversário te tira. Nós também fazemos isso com o adversário, estregais equilibradas. Sim, melhorar, buscar solução. Não estamos contentes, queremos buscas, momento correto do atleta, vamos buscar, sim, soluções, para os próximos jogos já"

Garotada sentiu peso da torcida?

"Não acredito nessa relação do público. Não. Quero entender, pelo menos tenho claro, que muitas vezes o atleta sente o jogo em casa. O que ocorre é que os atletas da base estão muito acostumados à torcida, peso, pressão, vão pra Arena jogar. Outra coisa é o momento de experiência, minutagem, bagagem. Também entendo que o João, ali, não tinha de entrar em confusão. Queríamos mais bola, o jogo foi muito picotado. Fizemos oito faltas, o adversário fez 20. Muito parado, isso tirou nossa construção. Mas, os atletas vêm preparados. É questão de minutagem".

Du subindo mais que Fagner

"Não quero entrar no mérito tático, mas o São Paulo, por não ter externos, nossa saída toda não estava no Cantillo, ele estava sendo tirado de campo, o Benítez fazia quase um homem a homem. Nós sabíamos que eram os alterais. O São Paulo, por não ter os externos, sabíamos que Du e Fábio iam dar essa saída, essa construção, e no segundo estágio, eles também iriam ter mais tranquilidade, como o Fagner já o fez, rem cruzamentos de gols, Fábio tem três assistências, não há problema nenhum. Mas, primeiro são defensores. Se eu quiser atacantes eu ponho o GP, tem o Gustavo, o Adson, temos muitos externos. Agora, obviamente apoiados por laterais deste nível, Fábio e Fagner, eles se soltam, e o jogo pediu. A estratégia era essa. O Du fez bem, Fábio também apoiou bastante, mas o adversário foi tirando possibilidades de construção".

Pior clássico

"O Clássico, sim. Meu primeiro clássico que acabo perdendo, sensação ruim, e se tivermos que fazer comparações, não foi bom. Vencemos o Palmeiras com méritos e hoje tivemos dificuldade, perdemos o jogo, não foi bom, temos de melhorar. Não foi um jogo dos melhores".

Mais sobre Du

"A minha avaliação é que o atleta veio da base, já respondeu, e respondeu hoje, respondeu bem, tem apoio, boa construção, parte física forte, tem sido um atleta que está crescendo, melhorando, com potencial".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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