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Lesões, Japão, parceria com Boselli… Jô explica de tudo um pouco no Corinthians

25 jun 2020
15h11
atualizado às 15h11
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Jô já foi anunciado como reforço do Corinthians, testado para a covid-19 e nesta quinta-feira realizou o terceiro dia de avaliações físicas no CT Joaquim Grava. Mas, só depois da atividade o centroavante foi apresentado oficialmente por meio de uma videoconferência.

Além de exaltar todo seu lado torcedor nesse retorno, minimizar os problemas financeiros do clube e dizer o que pensa sobre o momento ideal para os campeonatos serem retomados, o camisa 77 também respondeu a outras dezenas de questionamentos.

Aos 33 anos e com vínculo firmado até dezembro de 2023, Jô falou sobre a passagem pelo Japão, a possível parceria com Mauro Boselli, condição física atual, lesões, calendário apertado… Enfim, de tudo um pouco.

Confira, abaixo, trechos da entrevista coletiva do reforço alvinegro:

Briga na Fifa com Nagoya Grampus

"Minha saída não foi como eu imaginava, mas isso faz parte do futebol, sobre os detalhes a gente não pode falar, até porque está em processo, meus advogados estão resolvendo isso, mas a única certeza que eu tenho é que não ter problema".

Mudança de filosofia no Corinthians

"Sempre acompanhei, sou corintiano, sempre acompanho, dessa vez não foi diferente, os jogos, desde quando eu saí até essa parada, claro que vai ainda vai haver muitas comparações, porque o Corinthians tinha um estilo de anos, e hoje o trabalho do Tiago é novo, está implementando, requer um tempo, paciência, mas é um estilo novo, mais jogado, de pressão alta, temos de nos adaptar. Requer um tempo".

Possibilidade de jogar com Boselli

"Tudo é possível. Já atuei com dois atacantes fixos, então, temos de nos adaptar. Somos dois jogadores com características parecidas, mas estamos para ajudar, se o Tiago precisar, estamos dispostos a ajudar, independente qual posição".

Comparações com 2017

"Dentro do futebol é natural, a gente está acostumado com comparações. Será que é o Jô de 2017. Quando cheguei em 17, também tinha a dúvida. Eu coloco na minha cabeça que tenho sempre que estar treinando, em alto nível, para render. São momentos diferentes, grupo diferente, ideia de trabalho diferente. Vinha treinando em casa, estou pronto. Claro que tem que ter adaptação".

Mais de 6 meses sem jogar

"Quando retornei para a pré-temporada lá, tive uma pequena lesão no joelho, me tirou da pré-temporada. Quando ia começar, machuquei a panturrilha e logo na sequência teve minha saída. Mas, sempre procurei estar treinando. Não é a mesma coisa que estar no clube, treinando. Vou tentar acelerar, fazer o trabalho bem feito, para pelo menos voltar igual".

Como última passagem pode ajudar

"A gente pega o que foi feito de bom, principalmente da minha parte, como atleta. Foi uma passagem vitoriosa e ai assim vai tentar dividir com o pessoal aquilo que nos ajudou a ser vitorioso. Tive contato com o Tiago, cara bacana, mente aberta, dá liberdade, vamos tentar agregar".

Queda nos gols de 2018 para 2019

"Meu primeiro ano no Japão, em 2018, foi com um treinador japonês, ele tinha um estilo de jogo extremamente ofensivo. Foi uma das equipes que mais fez gols e foi a mais vazada do campeonato. No segundo ano, comecei bem, só que depois eu tive uma lesão no tornozelo muito grave, rompi dois ligamentos. Devido a importância que eu tinha para o clube, voltei para ajudar, sobrecarregou meu joelho, fui os outros seis meses me arrastando, teve outra troca de técnico, chegou o italiano nas últimas 10 partidas, e ai já era um esquema mais defensivo, então, diminuiu realmente as chances de gol e caiu os números de gols. Houve uma série de detalhes que acabou prejudicando, mas em um todo, a média de gols foi muito alta".

Recordes individuais

"Sempre bom a gente ter objetivos na nossa vida e a gente sempre passa por um clube para fazer história. Meu primeiro pensamento é ajudar o Corinthians, títulos, gols, mas claro que temos esses objetivos paralelos, a gente vai buscar, porque isso faz bem pra gente, motiva, pra marcar a história no clube, porque depois, quando para, o reconhecimento é bom".

Saída do Corinthians em 2017

"Não me arrependo. Optei por sair, foi melhor para minha família, fiz o que tinha que ser feito O trabalho foi tão bem feito aqui que eu pude voltar. Futebol tem momentos, a gente tem que tomar decisão. 2017 foi um ano maravilhoso, mas foi inevitável não sair"

Lesões e condição física

"Fisicamente, hoje estou bem. Lesão não tenho nenhuma, mas sempre requer manutenção. Tentei não ficar 100% parado. Agora tem os testes, avaliações, ai sim vamos ter parâmetro, se aumenta carga, se abaixa carga, se está bem, se está igual os outros, mas eu me cuidei bem".

Futebol pós-pandemia

"Vai ter sempre uma adaptação, e os clubes já estão tomando os cuidados, mas vamos ter de sentir (como vai ser), porque é um tempo muito grande sem jogar, sem contato com a bola, o tempo da bola, tanto tempo sem fazer isso, vai ser uma readaptação muito grande. O clube que conseguir fazer isso muito rápido vai sair na frente".

Chance de reestrear em Derby sem torcida

"Um grande desafio, mas aqui no Corinthians é assim. Claro que clássico requer uma atmosfera, mas a princípio não vai poder ter. Vai ser bem diferente, acho que ninguém passou por isso, nem os mais antigos, vai ser diferente, mas, a importância do jogo vai ser a mesma. O foco vai ter de ser igual, com o mesmo objetivo".

Calendário apertado

"Difícil, pelo tempo que a gente tem no futebol, sabemos que a quantidade de jogos aqui é grande, isso quando tem o ano inteiro. Fazer um Brasileiro de 38 rodadas em seis meses a gente sabe que vai ficar bem difícil, puxado, e não sabemos se vai ser concluído em dezembro. A CBF vai saber fazer, assim ou de outro modo, a gente vai respeitar, mas vai ser bem difícil em seis meses fazer o Brasileiro".

Time ofensivo ajuda atacante

"A tendência é essa, porque quando tem um time mais ofensivo, que joga no campo adversário, a tendência é que o atacante tenha mais oportunidades de gol. Vou tentar fazer o melhor, mas não gosto de colocar meta de gols".

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