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Jadson pode virar solução do Corinthians depois de ficar de fora das semifinais

12 abr 2019
05h04
atualizado às 05h04
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A atuação do Corinthians no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista contra o Santos incomodou Fábio Carille. A falta de controle de bola da equipe, principalmente no segundo temo, e a incapacidade do time na transição para o contra-ataque motivaram o técnico a fazer testes no treino dessa quinta-feira.

E quem pode se dar bem nessa é Jadson. O camisa 10 foi escalado na posição que vem sendo ocupada por Sornoza nos últimos jogos, com Ramiro, outra novidade, mais aberto na direita.

O plano não chega a ser uma surpresa. Na última sexta-feira, antes mesmo de encarar o Peixe no Pacaembu, Fábio Carille foi questionado em entrevista coletiva sobre sua preferência e a disputa por espaço entre Jadson e Sornoza. Na resposta, o técnico do Timão pode já ter antecipado a explicação por uma eventual por Jadson entre os titulares no próximo domingo, dentro do Morumbi.

"Quando a equipe adversária não tiver tanto volume de jogo por dentro, (a ideia é) fazer dois (volantes) com o Jadson mais solto. Não acredito no Jadson fazendo esse 4-1-4-1 e baixar para marcar como o Sornoza faz, porque uma que nunca foi a dele essa intensidade e oura pela idade também, que a gente tem que respeitar", afirmou.

"Mas vão ter jogos, sim, de acordo o adversário, com Jadson pelo meio para o passe final, quando pegar uma equipe que incomoda menos por dentro e que joga mais fechada. O Jadson é o jogador mais lúcido que eu tenho para achar essa bola em cima da zaga adversária", completou.

Na atual temporada, Jadson chegou a ficar afastado por causa de uma tendinite no joelho e pela necessidade em fazer um trabalho mais focado na condição física. O meia participou de 12 jogos, marcou um gol e atuou, ao todo, por 730 minutos, o que dá uma média de 60 minutos por partida.

Durante as semifinais contra o Santos, Fábio Carille não utilizou Jadson em nenhum momento. O veterano de 35 anos viu do banco os dois confrontos e a disputa de pênaltis que colocou o Corinthians na grande decisão.

Apesar da falta de sequência em 2019, Carille confia nas características de Jadson. Ano passado, por exemplo, foram, 15 gols e 12 assistências, o que lhe deu a liderança no ranking interno do elenco em ambos os quesitos, além de participação em 28 gols do time.

Se o fôlego pode ser um problema na hora da recomposição, Ramiro talvez supra essa lacuna para que Jadson possa "pisar na área", "encontrar o passe" e "fazer a bola rodar", como quer Fábio Carille.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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