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Gobbi não reconhece dívida trabalhista do Corinthians levantada em estudo e apresenta planilha

11 jul 2020
05h14
atualizado às 05h14
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Mário Gobbi se lançou candidato à presidência do Corinthians no último sábado pela chapa Reconstrução. Durante entrevista concedida no evento, a Gazeta Esportiva questionou o delegado de polícia sobre os números apresentados pelo estudo da Pluri Consultoria.

O levantamento dos resultados financeiros feito pela empresa especializada apontou para um aumento de 319% da dívida trabalhista do clube no período em que o Timão foi gerido justamente por Gobbi.

Segundo a Pluri Consultoria, Andrés Sanchez entregou o Corinthians, em 2011, com R$ 21 milhões em dívidas trabalhistas e este número aumento, ano a ano, até chegar a R$ 88 milhões no fim de 2014, às vésperas de Mário Gobbi concluir seu mandato.

O estudo feito pela Pluri Consultoria foi divulgado pela Gazeta Esportiva em 13 de junho. Veja aqui!

Mário Gobbi foi pego de surpresa ao ser abordado sobre o tema na entrevista concedida há uma semana e prometeu à reportagem pesquisar sobre o assunto antes de se manifestar. Nesta sexta, o postulante ao cargo mais alto do clube cumpriu com a promessa e enviou a resposta por meio da assessoria de imprensa de seu grupo. Abaixo, a versão de Gobbi, na íntegra.

"Salazar, como te disse no dia 4, eu iria me informar sobre a sua questão para te responder, porque de fato não sabia. Fui ao diretor financeiro da época, Raul Corrêa, que fez todos os esforços para tentar entender o número publicado na matéria, e ele também não entendeu. Isso posto, ele (Raul) entrou em contato com o dono da Pluri para tirar as dúvidas sobre a análise que você publicou, mas não teve resposta. Reitero que desconhecemos esses números; os números não constam nos nossos balanços, segundo o Raul Corrêa, e por isso fazemos questão de te enviar também os números sobre o tema nos anos citados. Sempre aberto ao diálogo para que possamos debater com a transparência que o Corinthians merece".

A Gazeta Esportiva também entrou em contato com a Pluri Consultoria, responsável pelos números apresentados na ocasião. A empresa, que se baseia pelos balancetes oficiais das instituições, se manifestou por meio de Fernando Ferreira, sócio diretor do Grupo Pluri.

"Recebemos o contato do Sr Raul Corrêa para tratar da questão e, conforme disse a ele, encaminhamos para avaliação interna, já que se tratam de dados de anos passados, tornando necessária a checagem das fontes de informações originais. Tão logo tenhamos concluído o processo, passaremos as devidas atualizações".

Raul Corrêa, diretor financeiro do Corinthians na gestão de Mário Gobbi, entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2015, explicou que ainda precisa entender o que foi levado em consideração pela Pluri Consultoria sobre a questão da dívida trabalhista, mas enviou à Gazeta Esportiva o que garantiu ser a planilha com os dados segmentados que, somados, representam os números oficiais publicados nos balanços da época, estes registrados na Federação Paulista de Futebol após auditoria.

Planilha com números apresentados pela gestão de Mário Gobbi sobre a dívida trabalhista do Corinthians (Reprodução)

No cálculo apresentado por Raul Corrêa, a dívida trabalhista do Corinthians em 2012, ou seja, após o primeiro ano de mandato de Gobbi, fechou em R$ 142.873 milhões, e não em R$ 25 milhões, como apontou a Pluri. Em compensação, se a Pluri diz que 2014 terminou com a dívida específica em R$ 88 milhões, a planilha do ex-diretor financeiro apresenta R$ 46.631 milhões.

Tão logo a Pluri Consultoria conclua a checagem do estudo divulgado, a Gazeta Esportiva publicará o que pode vir a ser a explicação para uma notória divergência nos números.

Sobre o fato da dívida total do Corinthians ter crescido na gestão Mário Gobbi, o agora candidato de oposição justificou que há oito anos a prioridade não era sanar pendências financeiras, e sim conquistar a Copa Libertadores da América. Veja o levantamento e a resposta completa de Gobbi aqui!

As eleições alvinegras estão agendadas para 28 de novembro e, além de Mário Gobbi, Augusto Melo e Paulo Garcia são os concorrentes ao pleito. O grupo que está no poder desde o fim de 2007 ainda não se manifestou sobre o lançamento de um nome para concorrer à sucessão de Andrés Sanchez.

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