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Duílio rebate cutucada de Gobbi e diz que não pensa como Andrés sobre tudo

23 nov 2020
21h37
atualizado às 21h37
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Duílio Monteiro Alves é o candidato à presidência do Corinthians que representa a situação. Apesar da forte ligação com Andrés Sanchez, o ex-diretor de futebol da equipe profissional afirmou, nesta segunda-feira, em entrevista ao PodcasTimão, que não pretende administrar o clube da mesma maneira que o atual mandatário.

"É bom deixar claro que o Duílio foi diretor de futebol neste período. Tem muitas ideias do Duílio que são diferentes das ideias do Andrés, por exemplo. Duílio é o Duílio e Andrés é o Andrés. Tem que deixar claro que eu fiz o meu trabalho dentro da área de diretor de futebol".

"O Andrés também já sabe que o ciclo dele no Corinthians terminou, ele se dedicou muitos anos ao Corinthians, quer cuidar da vida dele. Ele já voltou essa última vez sem ter o tesão que ele teve na primeira gestão, voltou mais para resolver o problema da Arena, que sempre caia nas costas dele, e vai sair com isso resolvido, você pode ter certeza. Mas eu tenho falado isso no clube, eu tenho ideias diferentes. Somos amigos, mas ele vai cuidar da vida dele e eu vou cuidar do Corinthians da forma que eu acho que tem que ser, de portas abertas, com participação. Muitos que foram oposição a ele não são oposição a mim".

Duílio também foi diretor-adjunto de futebol na gestão de Mário Gobbi, entre 2012 e 2015. Hoje, eles são adversários no pleito agendado para o próximo sábado, que também terá Augusto Melo como concorrente.

Filho de Adilson Monteiro Alves, sociólogo e diretor de futebol do Corinthians de 1982 a 1984, época em que se instituiu a "Democracia Corinthiana", Duílio se defendeu do apontamento feito por Mário Gobbi durante o Mesa Redonda, na Gazeta Esportiva. O ex-presidente se referiu a Duílio como "parça" dos jogadores.

"Eu sou um cara de mais conversa, sou "parceiro" de muitos jogadores mesmo, como ele disse. Como você convive três anos com um grupo de jogadores, por exemplo, 24 horas por dia, viagens… Você praticamente não vê sua família. (…) Não vejo outra forma de trabalhar. Não sou coronel, não sou de dar murro na mesa, não sou de gritar. Sou de conversar. Fui criado numa casa democrática. A diferença maior é essa", respondeu Duílio, antes de lembrar que o atual elenco chegou a jogar, sem reclamações públicas, com quatro meses de salários atrasados.

"Queria ver se fosse com ele, se ele não teria algum tipo de problema ou se ele ia lá, no grito, fazer com que os caras trabalhassem".

Durante a entrevista, o temperamento de Mário Gobbi, que é delegado de polícia, foi motivo para Duílio rebater as cutucadas do rival.

"Eu não tive nenhum grande problema com ele, mas o Gobbi, quando é contrariado, começa a gritar. E eu acho que as pessoas têm de ter um pouco de controle, falta até educação em alguns casos, como em restaurantes durante a campanha…".

Aos 47 anos, Duílio Monteiro Alves se orgulha de ser sócio do Corinthians desde o seu nascimento e por ter pais e avós com fortes ligações ao clube. Em cima disso, o candidato aproveitou para, novamente, questionar a condição de seu principal adversário na corrida eleitoral.

"O Mário chegou ao clube em 2000. Ele virou sócio em 2000, com um título que ele ganhou de presente. Em dois anos, ele virou conselheiro vitalício. Hoje, tem de ter cinco anos para ser candidato ao conselho. Meu pai não é conselheiro vitalício, com tudo que fez ao Corinthians. A Marlene Matheus foi ser nomeada depois. O Mário, em apenas dois anos, já virou vitalício. Em dois três anos, virou diretor de futebol. Aí, presidente. E sumiu seis anos. Você está falando das contas, que está tudo errado, mas nesses seis anos você não se preocupou com o Corinthians? Voltou agora para ser presidente de novo?".

O próximo presidente do Corinthians ficará no comando de 2021 até o fim de 2023 e será eleito pelos sócios.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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