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Corinthians fecha parceria que pode render R$ 150 milhões

Empresa farmacêutica vai expor sua marca na área frontal da camisa corintiana, logo abaixo do brasão do clube

23 jan 2021
05h18
atualizado às 09h47
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O Corinthians tem um contrato fechado com a Hypera Pharma para que a Neo Química, uma das empresas do grupo, seja a patrocinadora master da equipe de futebol, conforme apurou a Gazeta Esportiva.

(Foto: Reprodução/Corinthians)
(Foto: Reprodução/Corinthians)
Foto: Gazeta Esportiva

A empresa farmacêutica vai expor sua marca na área frontal da camisa corintiana, logo abaixo do brasão do clube.

A parceria vai render aos cofres alvinegros um valor fixo de aproximadamente R$ 20 milhões por temporada.

O contrato também prevê algumas metas relacionadas a registros de crescimento da empresa. Caso elas sejam alcançadas ao fim de cada ano, o Corinthians receberá um bônus de R$ 10 milhões.

Portanto, o Corinthians terá a oportunidade de acrescentar em seu orçamento até R$ 30 milhões, por temporada, oriundos da camisa do time de futebol.

O acordo inicial valerá por dois anos. Mas, o contrato terá um gatilho para que a renovação por mais três anos seja executada após o primeiro período, se assim as duas partes quiserem.

Desta maneira, o Corinthians alinhavou uma parceria que pode render ao clube R$ 150 milhões até 2025.

O anúncio do remanejamento da logomarca do Banco BMG, que saiu justamente do "espaço nobre" da camisa para ocupar a região dos ombros, abriu a possibilidade da nova parceria com a Neo Química ser anunciada até segunda-feira, quando os jogadores de Vagner Mancini vão enfrentar o Red Bull Bragantino, justamente na Neo Química Arena, já com a novidade na camisa.

Essa não será a primeira vez que a Neo Química estará no uniforme do Corinthians. De março de 2010 a março de 2012, quando a empresa era gerida pelo grupo Hypermarcas, a camisa corintiana estampou a fabricante de remédios, que tinha Ronaldo Fenômeno como grande capitalizador.

Cronologia dos fatos

As conversas começaram em 2020. A intenção da Neo Química sempre foi voltar à camisa do Corinthians. Aos poucos, as tratativas mudaram de direção, até que o então presidente Andrés Sanchez conseguiu concluir a venda do 'naming rights' da Arena de Itaquera.

Após o anúncio, propositalmente feito em 1º de setembro, dia do aniversário de fundação do clube, as negociações não pararam, dessa vez voltadas ao plano inicial. José Colagrossi Neto, à época, já participava das reuniões.

No dia 5 de janeiro, a Gazeta Esportiva informou que a janela para avaliação e possível atualização do contrato com o Banco BMG seria o trunfo do Corinthians para realocar a marca na camisa e, assim, abrir espaço para a Neo Química.

O Banco BMG só poderia manter seu posto no uniforme se cobrisse a proposta.

A possibilidade da Neo Química ocupar as costas da camisa também chegou a ser cogitada, mas logo foi descartada.

As conversas iniciadas por Andrés Sanchez tiveram continuidade com Duílio Monteiro Alves, seu sucessor na presidência do Corinthians. Duílio contratou Colagrossi para ser o superintendente de marketing, comunicação e inovação do clube e, juntos, eles fecharam a parceria.

Contratos independentes

Com o cenário exposto, a Neo Química, braço da Hypera Pharma, se torna o principal parceiro do Corinthians pelos próximos anos. Aliás, isso foi fundamental para o acordo com a Caixa Econômica Federal. A ligação será intensa e com ações previstas junto aos torcedores, tanto devido ao contrato pelo 'naming rights' do estádio quanto por causa do time de futebol.

Apesar de atacar em duas frentes com o mesmo clube, os acordos assinados pela empresa não têm relação ou qualquer tipo de dependência. Isso quer dizer, por exemplo, que a Neo Química, em um eventual momento, poderá deixar de patrocinar o time do Corinthians sem alterar os compromissos pertinentes ao estádio.

Outros acordos encaminhados

Além da atualização do contrato com o Banco BMG e da conclusão das negociações com a Neo Química, o Corinthians deve anunciar em breve a renovação da parceria com a Midea.

Como a Gazeta revelou também no início de janeiro, o clube vai receber um valor aproximado de R$ 8 milhões por ano, o que lhe garantirá pelo menos R$ 16 milhões até o fim de 2022, data final do contrato que será assinado nos próximos dias com a empresa chinesa de eletrodomésticos.

Até dezembro de 2022 também será o contrato com o Guaraná Poty, mais um que está bem encaminhado e deve ser comunicado oficialmente até o mês que vem. Neste caso, a reportagem apurou que o Corinthians receberá cerca de R$ 2,5 milhões por ano.

A Midea expõe sua marca acima dos números dos jogadores, nas costas da camisa, enquanto o Guaraná Poty fica na barra de trás do calção.

Fora da camisa

Há 20 dias, a diretoria corintiana anunciou um acordo com a Ambev para a exploração da marca de cerveja Brahma até o fim de 2021, sem exibição em nenhuma parte do uniforme. Os valores não foram divulgados, mas a Gazeta apurou que o clube deve embolsar aproximadamente R$ 5 milhões.

O Corinthians ainda possui vínculo com outros seis anunciantes em sua camisa. São eles:

Galera Bet - apostas (Mangas) - Contrato até julho de 2025.

Cartão de Todos (Barra frontal do calção) - contrato até abril de 2022.

Positivo (Barra de traz da camisa, abaixo do número) - contrato até dezembro de 2021.

Postos de combustíveis Ale (Barra frontal da camisa) - contrato até abril 2021.

Serasa (ombros) - contrato até abril de 2021*

Hapvida (Peito) - contrato até agosto de 2021

*Com a realocação do BMG, a reportagem não tem informação sobre o rumo da parceria com a Serasa.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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