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Corinthians desiste de acordo amigável com a Taunsa e resolverá situação judicialmente

Empresa de agronegócio sugeriu pagar a dívida de forma parcelada, mas o Timão recusou a sugestão

24 mai 2022 14h54
| atualizado às 15h46
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Até o início desse mês, a expectativa do Corinthians era resolver o calote sofrido pelo Grupo Taunsa de forma amigável, sem acionar a justiça. Mas após conversas recentes, as partes não entraram em consenso e a tendência é que a situação siga por caminhos judiciais.

Presidente do Corinthians posou com CEO da Taunsa no anúncio da parceria (Foto: Felipe Szpak / Ag.Corinthians)
Presidente do Corinthians posou com CEO da Taunsa no anúncio da parceria (Foto: Felipe Szpak / Ag.Corinthians)
Foto: Lance!

No fim do ano passado, o Timão e a empresa de agronegócios chegaram a um acordo de parceria em que a Taunsa entraria como investidora em determinadas ações que o clube promovesse. A primeira foi a contratação do meia Paulinho, na qual a instituição empresarial entraria como responsável por arcar os salários do atleta de forma integral durante todo o período do contrato, que vai até o fim de 2023.

Dois meses depois do início da coparticipação, o Grupo Taunsa não cumpriu com o acordado e deixou de realizar os pagamentos. O clube alvinegro, então, notificou extrajudicialmente a empresa. Nos últimos dias houve uma reunião entre os representantes das duas partes, onde a empresa de agronegócios sugeriu o pagamento da dívida de forma parcelada, alegando que a guerra no Leste Europeu, entre Rússia e Ucrânia, prejudicou o seu fluxo de caixa.

A solução entregue pela Taunsa não agradou o Timão, que contava com a quitação do valor à vista, a,go que era o acordado desde a tratativa inicial. Além disso, a ausência de pagamento da instituição empresarial logo no começo da parceria fez com que o clube alvinegro ficasse com o pé atrás sobre o cumprimento de um segundo acordo, fazendo com que a equipe não aceitasse a proposta.

A informação da conversa entre as partes foi publicada inicialmente pelo 'GE' e confirmada pelo LANCE!.

Com isso, o Corinthians tomará o próximo passo, que é a resolução da questão dentro dos prazos judiciais.

O valor total do contrato é de R$ 18 milhões, algo que já foi confirmado pelo diretor financeiro corintiano Wesley Melo, que em entrevista coletiva concedida no último dia 6 de maio admitiu que a quantia faz falta para o Timão, mas que o clube consegue sobreviver sem ela.

- R$ 20 milhões (arredondando estipuladamente) fazem falta para qualquer empresa, mas o Corinthians é muito grande para depender de um patrocinador só. O presidente mesmo declarou isso publicamente. A Taunsa ainda não nos pagou. A gente já fez três notificações, estamos conversando, temos expectativa de receber isso sem judicializar a questão, mas, se precisar, a gente vai defender os nossos direitos - disse o diretor à época, ainda apostando em costurar o acordo sem necessidade de colocar na Justiça, mas já admitindo que isso ocorreria se fosse necessário.

Mesmo sem receber os valores de direito do Grupo Taunsa, o Corinthians não falhou em um pagamento sequer com Paulinho. A estratégia para isso foi colocar o jogador na folha salarial do clube da mesma forma que os demais atletas. A folha roda com todos os ativos, e o valor que seria pago pela Taunsa entrari à parte para balancear.

O modelo é feito de forma idêntica com a Sócios.com, que arca com os salários do meia-atacante Willian, mas desde o início da parceria, no meio do ano passado, tem cumprido religiosamente com os pagamentos.

Enquanto isso, Paulinho segue se recuperando de uma lesão no joelho esquerdo. O meia sofreu uma ruptura no ligamento da região na partida contra o Fortaleza, no último dia 1º de maio. O prazo de recuperação é de seis a oito meses. Com isso, a tendência é que o jogador só volte a jogar no ano que vem.

Lance!
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