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Com ingresso médio a R$ 50, Corinthians lucra quase R$ 400 mil nos jogos com a volta do público

Somados os públicos pagantes nas partidas contra Bahia e Fluminense, 22,3 mil torcedores do Timão estiveram na Neo Química Arena. Custos, porém, foram elevados

21 out 2021 18h36
| atualizado às 18h36
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O Corinthians teve, até aqui, duas partidas com público desde a liberação do 30% de seu estádio pelo Governo do Estado de São Paulo: contra o Bahia e contra o Fluminense. Apesar de ter recebido pouco mais de dez mil torcedores em cada uma delas, os resultados financeiros já foram vistos e tendem a aumentar quando 100% da capacidade da Neo Química Arena estiver liberada.

Corinthians teve quase R$ 400 mil de lucro com os jogos na volta do público (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)
Corinthians teve quase R$ 400 mil de lucro com os jogos na volta do público (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)
Foto: Lance!

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Apesar de ficar cerca de um ano e oito meses sem receber torcedores em sua Arena, o Timão não inflacionou o preço médio de seus ingressos. Levando em conta os dois jogos, a renda bruta total (R$ 1.125.456,50) dividida pelo público pagante total (22.362) leva a um ticket médio de R$ 50,33. O valor é menor do que o preço médio do ingresso do clube no Brasileirão-2019: R$ 50,55.

Mesmo sem "sangrar" a torcida com um aumento nas entradas, o Corinthians conseguiu lucrar nos dois duelos e evitou o prejuízo com os altos custos de operação do estádio em dias de jogos. Ao todo, a bilheteria fechou no positivo com R$ 399.318,23, o que representa 35,48% da renda bruta acumulada.

Esse número reflete bem a diferença entre abrir a Neo Química Arena para um público reduzido e para a lotação máxima. No Brasileirão-2019, por exemplo, a bilheteria teve um lucro de pouco mais de 60% do que foi arrecadado com a venda dos ingressos, ou seja, algo em torno de 40% acabou sendo destinado a pagar os custos de operação do estádio, que teve público médio de 32.856.

Somados os jogos contra o Bahia e contra o Fluminense, o valor total das despesas foi de R$ 726.138,27. Cifras bem altas e que exigem uma determinada arrecadação para que bilheteria não feche no vermelho. Algo que deve passar longe de acontecer quando 100% da Neo Química Arena estiver liberada.

Segundo os dirigentes corintianos, eles estão perto de formalizar um acordo com a Caixa por conta da dívida da construção da Arena. Quando as tratativas forem oficializadas, o Timão ficará com 100% do lucro da Neo Química Arena. No momento, o dinheiro arrecadado vai para um fundo que administra o estádio. Desde 2014, o lucro dos jogos nunca foi para os cofres alvinegros.

Confira os números de bilheteria das duas partidas:

Bahia

Público: 10.470 pagantes

Renda Bruta; R$ 520.529,90

Renda Líquida: R$ 168.212,19 (32,3% do total)

Despesas: R$ 352.317,71 (67,7% do total)

Ingresso Médio: R$ 49,72

Fluminense

Público: 11.892 pagantes

Renda Bruta: R$ 604.926,60

Renda Líquida: R$ 231.106,04 (38,2% do total)

Despesas: R$ 373.820,56 (61,8% do total)

Ingresso Médio: R$ 50,87

Total

Público: 22.362 pagantes

Renda Bruta: R$ 1.125.456,50

Renda Líquida: R$ 399.318,23 (35,5% do total)

Despesas: R$ 726.138,27 (64,5% do total)

Ingresso Médio: R$ 50,33

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