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Calote da Taunsa traz prejuízos que vão além do financeiro para o Corinthians

Timão também tem problemas de desgaste de imagem, além de precisar dispender forças para recuperar na Justiça a quantia acordada

25 mai 2022 07h35
| atualizado às 09h52
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O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, sempre ressalta que o clube é uma vítima na situação envolvendo a falta de pagamento da Taunsa em parceria que viabilizou a contratação do meia Paulinho, no fim do ano passado.

Corinthians suspendeu todas as ações referentes ao Grupo Taunsa no clube (Foto: Divulgação/ Corinthians)
Corinthians suspendeu todas as ações referentes ao Grupo Taunsa no clube (Foto: Divulgação/ Corinthians)
Foto: Lance!

E os danos sofridos pelo clube vão além do prejuízo financeiro, que, a princípio, tem sido contornado pela diretoria corintiana. Mas também afeta no processo de profissionalização de gestão que tem ocorrido no clube desde que Duílio assumiu, em janeiro do ano passado, bem como a mensagem que o Timão quer passar com isso.

Nos últimos anos, o clube alvinegro passou a ter fama de mau pagador, com dívidas a curto prazo que ultrapassam R$ 500 milhões e um prejuízo total que chegou próximo a R$ 1 bilhão - vale destacar que no primeiro ano da atual gestão a dívida foi reduzida em 4%, e houve superávit em 2022.

Sair da condição de devedor para o de clube que tem a receber de terceiros, pelo menos nesse momento, poderia soar como sinal de que as coisas têm mudado de rumo no Timão, mas não é isso que acontece.

Mesmo cobrando dívidas, o clube segue com as suas. E, agora, além de trabalhar diariamente para saná-las, o Corinthians precisa gastar energia pleiteando um valor que é dele de direito e já poderia estar em caixa para auxiliar o time.

Outra efeito colateral do "calote" sofrido da Taunsa para o clube é a confiança do torcedor, que pode ficar com pé atrás em qualquer acordo e parceria que a atual gestão fizer daqui para frente. Essa condição é algo que, a princípio, pode parecer menos importante, mas é frustrante não ver o seu próprio torcedor abraçar com confiança uma ideia promocional para o clube.

Mais um aspecto em que a situação envolvendo a Taunsa é prejudicial é o fato de a relação ter sido costurada por uma ligação do CEO da empresa com pessoas próximas à família Monteiro Alves. Os primeiros contatos foram diretamente com o presidente Duílio e o secretário-geral Adriano, irmão do atual mandatário corintiano.

O Corinthians possui parcerias com empresas de consultoria e gestão financeira, mas, mesmo assim, não houve sinal de que o acordo com a empresa de agronegócios poderia ser um tiro no pé para o clube alvinegro.

O fato é que o Corinthians tem corrido para resolver a questão. A ideia é transformar o prejuízo em lucro. O Timão tem depositado a sua confiança no corpo jurídico do clube, que buscará mecanismos judiciais para conseguir, ao menos, os R$ 18 milhões acordados da parceria.

Houve uma tentativa da Taunsa, nos últimos dias, de pagamento parcelado do valor ao clube alvinegro, mas o clube, que está com a confiança ferida na empresa, não aceitou.

Lance!
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