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Andrés revela folha salarial e promete pagar "quando puder"

Corinthians é um dos clubes que estão sofrendo com a queda de receita no futebol

22 abr 2020
14h21
atualizado às 14h48
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O Corinthians é apenas um dos clubes que estão sofrendo com a queda de receita no futebol devido a paralisação por causa da covid-19. Nesta quarta-feira, Andrés Sanchez revelou qual é o valor da folha salarial do elenco alvinegro neste momento e admitiu a dificuldade em honrar com os compromissos.

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians
Foto: Danilo Fernandes/Framephoto / Estadão Conteúdo

O dirigente garante que ainda não há previsão de quando o futebol voltará: "Nossa folha salarial, juntando salário CLT, imagem, luvas, é de R$ 12,3 milhões".

Em entrevista à Band, o presidente corintiano também reconheceu que o dinheiro que o clube deve receber pela venda de Pedrinho ao Benfica pode ser fundamental neste momento. O meia atacante foi negociado por 20 milhões de euros, cerca de R$ 117 milhões) e o clube paulista tem direito a 70% do valor, aproximadamente R$ 82 milhões.

"O dinheiro do Pedrinho ainda não entrou, imagina a falta que está fazendo, com o euro a R$ 5,70, pelo amor de Deus", declarou.

"Não estou dizendo que não vou pagar. Mas vou escalonar. Quando voltar futebol, não vai ter receita dobrada. Eu sou franco. Quando tiver receita, vou pagar. Se não tiver receita, vou avisar", completou.

Andrés Sanchez afirmou que Luan, Cássio, Gil e Fagner são os atletas do Corinthians que estão no topo da folha salarial, voltou a se posicionar contra o pagamento de acordos superiores a R$ 1 milhão por mês e tentou justificar a ausência de receita.

"Clube de futebol tem três receitas fortes: a Globo, patrocínio e ingresso. E de vez em quando venda de jogador. Se Globo não pagar, todos têm problemas para quitar salário. Cinco patrocínios do Corinthians já adiaram pagamento. Não é questão de administração. Todos vão passar essa dificuldade", argumentou.

"Aqui a gente vai pagar tudo, quando tiver dinheiro. Quando não tiver, não paga. 60% da receita é TV. Se (a TV) não pagar, não tem como (o clube) pagar. Aí vou brigar para baixar salário de jogador? Então, vou avisar que não tem dinheiro e não vou pagar", acrescentou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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