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Oswaldo Alvarez, o Vadão, morre aos 63 anos vítima de câncer

Treinador da seleção brasileira feminina na última Copa do Mundo, Vadão lutava contra a doença desde o fim do ano passado.

25 mai 2020
14h31
atualizado às 14h41
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Vadão estava internado na UTI tratando um câncer no fígado (Foto: LOIC VENANCE / AFP)
Vadão estava internado na UTI tratando um câncer no fígado (Foto: LOIC VENANCE / AFP)
Foto: LANCE!

Técnico com passagens por Corinthians, São Paulo e seleção brasileira feminina, Oswaldo Fumeiro Alvarez, conhecido popularmente por Vadão, faleceu nesta segunda-feira, em São Paulo, aos 63 anos, às 12h50. Ele lutava desde o ano passado contra complicações relacionadas a um câncer no fígado, que atingiu também outros órgãos. O corpo dele será enterrado na cidade natal dele, Monte Azul Paulista.

O treinador foi diagnosticado com a doença quando era submetido a exames de rotina. Desde então, ele realizava tratamento, mas teve de ser internado no hospital Albert Einstein no último dia 12 de maio. No entanto, o quadro de Vadão já era considerado grave e ele não resistiu ao tratamento de quimioterapia e radioterapia. Oswaldo Alvarez, 63 anos, deixa a esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvarez, que fazia a parte de assessoria de imprensa do pai.

Vadão nasceu no dia 21 de agosto de 1956, na cidade de Monte Azul Paulista. Ele começou sua carreira como meia-esquerda nas categorias de base do Guarani e rodou por clubes como Noroeste, Catanduvense e Botafogo-SP. Ao mesmo tempo, ele se formou em Educação Física e aceitou o convite para ser preparador físico da Po tuguesa. Iniciou a carreira de treinador no Mogi Mirim por convite do histórico presidente Wilson Barros. Lá foi responsável por montar o famoso 'Carrossel Caipira' no início dos anos 90.

Este time, na época, usava um esquema tático parecido à seleção holandesa, com troca de posições entre os jogadores, que revolucionou o futebol mundial em 1974 na Copa da Alemanha sob a batuta do meia Cruyff. O Mogi contava ainda com bons jogadores como o trio ofensivo formado por Rivaldo, Leto e Válber, além do zagueiro Capone que executava bem o papel de líbero.

O técnico ainda comandou Guarani, XV de Piracicaba, Athetico-PR, Corinthians, São Paulo, Ponte Preta, Bahia, Goiás, Sport, dentre muitos outros. Ele foi campeão do Torneio Rio São Paulo em 2001 pelo São Paulo com um time jovem e que tinha como destaque o então jovem meia Kaká.

Foi vice-campeão brasileiro da Série B em 2009 e vice do Paulista pelo Guarani em 2012. Ele teve cinco passagens pelo Brinco de Ouro, em um total de 204 jogos. É tratado com idolatria também pela arquirrival Ponte Preta, clube no qual dirigiu em quatro oportunidades.

Seu último trabalho foi na seleção brasileira feminina. Deixou o comando em meados do ano passado após a Copa do Mundo na França. Em suas duas passagens, Vadão conquistou duas Copas Américas (2014 e 2018), a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos de 2015, dois Torneios Internacionais, além de um quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Brasil em 2016.

 

Estadão
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