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Botafogo tem jogo de menor posse da 'Era Luís Castro' em derrota para Fluminense

Botafogo é dominado no meio-campo, pouco cria e vê rival ser superior do começo ao fim no clássico; jogo só não fica atrás de duelo contra o Internacional em ações com a bola

27 jun 2022 - 05h07
(atualizado às 10h31)
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Pouca ameaça. Assim pode ser definida a atuação do Botafogo na derrota por 1 a 0 para o Fluminense neste domingo, pela 14ª rodada do Brasileirão. O Alvinegro teve a partida com menor posse de bola desde que Luís Castro chegou ao clube e se viu dominado pelo rival neste sentido do começo ao fim.

Time do Botafogo no clássico contra o Fluminense (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Time do Botafogo no clássico contra o Fluminense (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Foto: Lance!

A equipe terminou o jogo com 21% de posse de bola. A estatística reflete, em partes, no que foi visto em campo: o Tricolor criava espaços e furava a defesa do Botafogo com facilidade, enquanto o Glorioso optou por se fechar na esperança de achar uma transição.

Ela até chegou no segundo tempo, quando Tchê Tchê deu bom passe para Saravia nas costas de Caio Paulista, mas o lateral exagerou na força para Erison, livre dentro da área. Além disso, um chute de Matheus Nascimento arrancou suspiros dos torcedores na etapa inicial, mas de encher os olhos. Tirando isso, a produtividade ofensiva do Botafogo não existiu.

Por outro lado, o Fluminense foi intenso durante todo o jogo. A superioridade numérica se dava pela movimentação de Jhon Arias, sempre atuando no espaço entre as costas de um lateral e um volante e à frente um dos zagueiros. Paulo Henrique Ganso foi o responsável por 'ditar' o ritmo e encontrar passes, assim como Nonato.

O Botafogo se resumiu a defender e só não levou mais gols porque os jogadores do Fluminense finalizaram para fora as melhores chances que criaram - Cano e Arias, por exemplo. Gatito quase não trabalhou, é verdade, mas o mesmo não pode se dizer de Carli e Cuesta. De qualquer forma, não foi uma boa atuação defensiva do Glorioso, que ficou correndo o tempo todo atrás dos passes rápidos da equipe de Fernando Diniz.

Todo esse contexto foi possível porque o meio-campo do Botafogo pouco brigou e construiu chances nas raras oportunidades que teve a posse. O Glorioso só não teve menos ações com bola do que o duelo contra o Internacional, jogo que atuou com um atleta a menos desde os quatro minutos do primeiro tempo.

O Botafogo acertou, ao todo, 121 passes contra o Fluminense. Nonato, por exemplo, acertou 99 sozinho - o que representa 81% do total do Glorioso.

ESTATÍSTICAS DE POSSE DO BOTAFOGO COM LUÍS CASTRO:

x Corinthians - 56% e 474 passes (400 certos - 84% de acerto)

x Ceará - 35% e 257 passes (177 certos - 69% de acerto)

x Ceilândia - 63% e 588 passes (516 certos - 88% de acerto)

x Flamengo - 48% e 387 passes (300 certos - 78% de acerto)

x Ceilândia - 70% e 669 passes (575 certos - 86% de acerto)

x Fortaleza - 63% e 512 passes (433 certos - 85% de acerto)

x América-MG - 58% e 516 passes (426 certos - 83% de acerto)

x Coritiba - 72% e 485 passes (404 certos - 83% de acerto)

x Goiás - 62% e 464 passes (396 certos - 85% de acerto)

x Palmeiras - 52% e 440 passes (378 - 86% de acerto)

x Avaí - 51% e 415 passes (311 - 75% de acerto)

x São Paulo - 33% e 196 passes (276 certos - 71% de acerto)

x Internacional - 22% e 178 passes (108 certos - 61% de acerto)

x Fluminense - 21% e 182 passes (121 certos - 66% de acerto)

Lance!
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