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Apresentado como gerente, Espinosa celebra volta ao Botafogo e lembra 1989

Novo dirigente do clube espera cenário de dificuldades e dívidas no time, onde já foi treinador três vezes

14 dez 2019
22h36
atualizado às 22h36
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Com três passagens como treinador pelo Botafogo, Valdir Espinosa iniciou oficialmente neste sábado um novo trabalho pelo clube carioca, mas agora como gerente de futebol. Visto como um ídolo da história recente da equipe, definiu como "pura emoção" esse retorno.

No Botafogo, Espinosa ficou marcado por ser o técnico da emblemática conquista do título do Campeonato Carioca de 1989, quando o time encerrou um jejum de 21 anos sem conquistas. Até por isso, na sua apresentação, no Engenhão, relembrou as dificuldades encaradas naquele trabalho e se declarou confiante em ajudar o clube a voltar a ser campeão.

"Volto ao avião (em 1989), vou revelar que quando vim para o Rio muitos falaram que eu estava louco, me desafiavam. Até torcedores do Botafogo. Alguns falavam que achavam que não ia dar certo. Deu. Hoje o momento é difícil, há de se reconhecer, mas traz força maior para junto com todos fazer isso. Há esforço da direção, anseio do torcedor de ver o Botafogo com grandes conquistas, nós vamos formar e passar a jogadores e comissão técnica esse comprometimento. O sucesso pode e deve ser dividido entre todos, assim como o trabalho. Em nós o coração tem que ser muito forte em torno de um objetivo. Em 89 disse que queria ver a luz do placar do Maracanã acesa com Botafogo campeão. Eu quero ver de novo, todos querem, estarão envolvidos e lutando para ver a estrela do Botafogo brilhar cada vez mais", disse.

Espinosa reconheceu que o Botafogo passa por um cenário de dificuldades, cheio de dívidas. Além disso, vem sendo coadjuvante nas competições que participa. Mas prometeu luta e trabalho ao lado dos atuais gestores do clube para mudar essa situação.

"Quando existem as dificuldades, você não pode sentar e lamentar. Tem que reconhecer, saber que existe e lutar para superá-la. Aqui vejo dirigentes com essa vontade. Ninguém está satisfeito com o momento do Botafogo. Faz com que lutemos mais. Estou chegando hoje, sei a dificuldade, não posso falar não vai dar certo, tenho que pensar em lutar muito mais e passar isso a todos. A taça de campeão está lá longe, seja de Regional, Nacional ou Mundial, que tive oportunidade de conquistar, nós que temos que ir lá buscar. O caminho não é tranquilo, há buracos, dificuldades e armadilhas. Vai pegar a taça quem passar por todos esses obstáculos", afirmou.

O gerente de futebol do Botafogo explicou que ainda tem conhecido detalhes sobre o elenco e dos contratos com os jogadores. Além disso, revelou já ter conversado com o técnico Alberto Valentim para iniciar definições envolvendo o elenco para 2020.

"Na primeira conversa com a direção falamos sobre jogadores, sei de ver jogar, mas não sabia o dia a dia e os contratos. Com Valentim já falamos sobre nomes, me passou nomes que gostaria. Já temos algumas pesquisas. No próximo encontro que tivermos vamos falar mais do assunto. A partir de agora buscar cada vez mais o melhor para o Botafogo, falando de jogador, comissão técnica e torcida", comentou.

Espinosa foi contratado pelo Botafogo para substituir Anderson Barros, que foi trabalhar no Palmeiras. Aos 72 anos, trabalhou recentemente como dirigente no Grêmio. Ele assumiu como coordenador técnico no retorno de Renato Gaúcho em 2016 e ficou até agosto de 2017, quando foi demitido.

Estadão
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