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Preso injustamente por 22 anos é libertado com ajuda de Maya Moore, estrela da WNBA

Irons foi condenado a 50 anos de reclusão, em 1998, por um júri integralmente branco

2 jul 2020
11h20
atualizado às 11h44
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Após 22 anos preso, Jonathan Irons foi libertado, na última quarta-feira, 1ª de julho. Sua sentença previa 50 anos de prisão, mas Maya Moore, estrela da WNBA, liga feminina de basquete americana, interrompeu sua carreira, para ajudar Irons a se livrar de uma condenação injusta.

Ambos se conheceram em 1998, ano em que Irons, aos 16 anos, foi preso no estado do Missouri, sob a acusação de assalto a mão armada, que deixou um ferido. Moore, na ocasião, comandava a Win With Justice, uma organização social sem fins lucrativos, que questionou a prisão do, então, garoto.

Sem sucesso na argumentação de sua defesa, Irons foi condenado a 50 anos de prisão por um júri formado integralmente por pessoas brancas. Esse foi um dos motivos para que Moore acreditasse que o garoto, que se dizia inocente das acusações, tivesse sido vítima de racismo. Várias apelações foram feitas ao longo dos anos, mas todas foram rejeitadas.

Mais de 20 anos se passaram, para que Daniel Green, juiz do Missouri, rejeitasse a condenação de Irons, em março deste ano. Segundo informou o "The New York Times", Green argumentou que a investigação do incidente foi "muito fraca e circunstancial, na melhor das hipóteses".

Irons foi libertado e Moore publicou um vídeo em seu perfil do Instagram do momento que o homem deixou o Centro Correcional de Jefferson City. Na gravação ela diz: "Graças a Deus acabou". Na legenda do post a estrela da WNBA escreveu: "LIBERDADE".

Moore é considerada uma das maiores jogadoras de basquete feminino de todos os tempos. Ela foi quatro vezes campeã da WNBA (2011, 2013, 2015 e 2017) e possui dois ouros olímpicos (2010 e 2014). Ela deixou as quadras, para ajudar Irons, em fevereiro de 2019.

Estadão
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