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Verstappen diz que pódio no GP de Cingapura foi 'uma questão de poupar pneus'

Chefe e pilotos da Mercedes, por outro lado, lamentam o resultado da corrida deste domingo

22 set 2019
16h32
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Um dos principais nomes da temporada 2019 da Fórmula 1, o holandês Max Verstappen superou os problemas de potência no motor Honda de sua Red Bull e conseguiu se garantir no último lugar do pódio no GP de Cingapura. Segundo o piloto de 21 anos, o bom resultado no circuito de rua de Marina Bay se deveu ao gerenciamento dos compostos da Pirelli e à estratégia das equipes neste domingo.

"Nós paramos antes e saímos na frente do Lewis (Hamilton). O fim acabou sendo uma questão de poupar os pneus. Com o safety car, é difícil mantê-los aquecidos. Temos muito para pensar e analisar", comentou Verstappen.

O holandês também destacou a batalha com o piloto britânico da Mercedes pelo terceiro lugar: "Sabíamos que seria uma corrida difícil, mas pisar fundo contra o Lewis (Hamilton) no fim foi um bom exercício".

"Estou feliz por estar no pódio. Sempre é difícil ultrapassar aqui, por isso é muito positivo fazê-lo por meio da estratégia. Temos muitas coisas para analisar e trabalhar, mas estou feliz por estar entre os três primeiros", celebrou.

Enquanto Verstappen vê motivos para comemorar, a Mercedes lamenta o resultado da prova deste domingo. É o que afirma o chefe da equipe germânica, o austríaco Toto Wolff "Acho que o clima que todos sentimos é de aborrecimento, perdemos muitas oportunidades. Não há ninguém na equipe que não esteja com esse sentimento", avaliou o dirigente.

O discurso do chefão é corroborado por Hamilton e pelo finlandês Valtteri Bottas, que teve que proteger o companheiro dos ataques do novato tailandês Alex Albon, da Red Bull, no fim da corrida. Com queda acentuada de rendimento nos estágios finais da prova em Cingapura, o pentacampeão admitiu que o time germânico está atrás da Ferrari neste momento do campeonato.

"Eles estão mais famintos, precisamos correr atrás. Temos a habilidade para isso, ainda somos a melhor equipe. A gente só precisa parar de lamentar e ir em frente. Vamos fazer nossa reunião, trabalhar e voltar para a briga na próxima corrida", avaliou o inglês, que terminou em quarto.

A posição final de Hamilton só foi possível graças à ajuda de Bottas, que acatou ordem de equipe e não partiu para cima do pentacampeão. Ao contrário: o finlandês se manteve atrás do companheiro e o protegeu de Albon. Apesar do favorecimento a Hamilton, Bottas não se mostrou irritado com o pedido do diretor de estratégia da Mercedes, o britânico James Vowles. "Da próxima vez, estarei na posição dele e ele (Hamilton) estará na minha. Está tudo bem", disse.

"O carro à frente sempre tem prioridade com a estratégia. Eu queria avançar, teria sido fácil, mas temos certas regras", explicou Bottas, que chegou em quinto em Marina Bay, à frente da Red Bull de Albon.

SACOLA PLÁSTICA ATRAPALHA A HAAS

Um pouco atrás do pelotão da frente, o dinamarquês Kevin Magnussen vinha firme para um oitavo lugar com o carro da equipe norte-americana Haas. Entretanto, um problema peculiar prejudicou o piloto. Um saco plástico transparente ficou preso do lado esquerdo da asa dianteira do seu monoposto, afetando seriamente a aerodinâmica. O dinamarquês acabou perdendo cerca de quatro segundos por volta em relação aos adversários.

Chefe de equipe da Haas, o italiano Gunther Steiner falou sobre o ocorrido: "Foi por isso que fizemos uma parada, pois ele perdeu muito tempo, então colocamos pneus novos e tiramos o saco". Magnussen terminou em 17º, último entre os que completaram a prova.

Estadão
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