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Rio Motorsports critica suspensão de audiência de autódromo: 'É um desalento a quem quer investir'

Diretor executivo do consórcio, JR Pereira afirma que desmarcação do encontro prejudica o crescimento e a geração de empregos no Rio

29 mai 2020
05h10
atualizado às 08h55
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O diretor executivo da Rio Motorsports, JR Pereira, criticou nesta quinta-feira a decisão da Justiça do Rio de Janeiro de suspender a realização de uma audiência pública por videoconferência que teria a apresentação pública do projeto de construção do novo autódromo em Deodoro. O local é candidato a receber a Fórmula 1 a partir de 2021. Em entrevista ao Estadão, o empresário atacou a suspensão e afirmou que apesar do contratempo, o projeto vai continuar.

"A decisão representa um verdadadeiro desalento a quem quer investir e produzir nesse País e reforça o absoluto estado de insegurança jurídica do Brasil", disse. Segundo JR, a suspensão da audiência representa um malefício à economia do Rio. "Os juízes decidiram monocraticamente que a geração de empregos (com o autódromo) não é uma urgência para o Rio de Janeiro", comentou.

Projeto de autódromo do Rio é o de construir pista em Deodoro
Projeto de autódromo do Rio é o de construir pista em Deodoro
Foto: Divulgação/Consórcio Rio Motorsport / Estadão

A audiência pública seria um passo importante nos planos do Rio de erguer um autódromo no valor de R$ 700 milhões. Inicialmente a reunião seria em março, mas foi desmarcada pela pandemia do novo coronavírus. Depois disso, o encontro foi remarcado para 28 de maio, até ser suspenso por decisão da juíza Neusa Regina Larsen, da 14ª Vara da Fazenda Pública do Rio, e na sequência pelo desembargador Murilo Kieling, da 23ª Câmara Cível do Rio. A audiência não foi remarcada mesmo após recursos do governo do Estado e da Prefeitura do Rio.

JR Pereira considera absurda a decisão de desmarcar a audiência e explicou que o encontro se trataria apenas de uma etapa burocrática para se apresentar o estudo de impacto ambiental, que já foi publicado no site do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em dezembro de 2019. "Apesar da situação crítíca do Brasil e do Rio de Janeiro, uma decisão pode estar destruindo um projeto que resultará em quase R$ 30 bilhões de impacto econômico e impedindo o Rio de Janeiro e o povo carioca a possibilidade de receber megaeventos como Fórmula 1 e MotoGP", comentou.

O empresário afirmou que a suspensão causa incredulidade, pois como o projeto prevê somente a utilização de recursos privados, não há motivos para a Justiça oferecer obstáculos. "Nem com recursos próprios, privados, sem onerar o Estado, se consegue levar um projeto adiante", atacou. JR, no entanto, garante que continuará empenhado em fazer o autódromo ser construído a tempo de receber o GP do Brasil em 2021.

"A construção do autódromo é um dever do Estado. Um acordo firmado entre União, COB (Comitê Olímpico Brasileiro), a Prefeitura, o Ministério Público e a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) obrigam a que haja a reposição de Jacarepaguá. No Brasil parece que as determinações só devem ser cumpridas se atendem a determinados interesses. Caso contrário, são ignoradas", disse.

Estadão
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