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Red Bull da FE, Nissan é terror do fim de festa. Agora precisa acordar mais cedo

Assim como no ano passado, equipe franco-japonesa dispara no fim do campeonato, vence e se aproxima do vice. Ainda deve ano completo, porém

12 ago 2020
20h12
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Oliver Rowland marcou todos os pontos na corrida 5
Oliver Rowland marcou todos os pontos na corrida 5
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

Desde que deixou o domínio da Fórmula 1 e viu a Mercedes assumir as correntes em seu lugar, a Red Bull tem se notabilizado por começos lentos e crescimento durante a temporada. Coincidência ou não, foi assim no último fim de semana, ao bater o que parecia uma imbatível Mercedes, conseguiu a primeira vitória da temporada com Max Verstappen. A Fórmula E tem uma versão disso. Uma mais dramática.

Sim, mais dramática. Pelo segundo ano seguido, a Nissan começou a temporada da Fórmula E com a bandeira a meio mastro. Na hora em que anoitece, entretanto, é que o time franco-japonês entra no baile e dança põe frevo na valsa.

Na temporada 2018/19, a Nissan - que é, lembremos, operada pela francesa DAMS, campeã com a Renault nos três primeiros anos da categoria - não aparecia entre as cinco equipes melhor classificadas no campeonato. Não que o carro deixasse de ser rápido. Pelo contrário, até. Nas nove primeiras etapas, até o eP de Mônaco, quatro poles da Nissan: três de Oliver Rowland e uma de Sébastien Buemi. Dois pódios, também, com Rowland: segundos lugares em Sanya e Mônaco.

Faltava, contudo, consistência de corrida. Tirando os pódios, o inglês pontuara somente em outras duas corridas e, claro, ficaram zerado em cinco. Até que chegou, como agora, o eP de Berlim no Aeroporto de Tempelhof. Dali em diante, quatro corridas. Buemi fez duas poles, venceu uma, a primeira em Nova York, fez um segundo lugar e dois terceiros. Terminou vice-campeão.

A Nissan ficou em quarto no Campeonato de Equipes, mas bem próxima: fez 190 pontos contra 191 da Virgin, 203 da Audi e 222 da DS Techeetah. Nas quatro últimas etapas? A DS Techeetah fez 35 pontos, enquanto a Nissan atingiu a marca de 79 tentos.

Pulamos para essa temporada, porque é ela quem termina amanhã. A Nissan deixou Marrakech, em março, na quarta colocação do campeonato. Tinha 57 pontos, 33 a menos que a segunda (BMW), nove a baixo da terceira (Jaguar) e somente um à frente da quinta (Mercedes).

Apenas um único pódio até ali, nas primeiras cinco corridas: Buemi, no México. Até que a longa parada trouxe os times para Berlim. Até agora, nas cinco corridas da última semana, três pódios: um segundo e um terceiro lugares para Buemi e a vitória de Rowland. Dos 151 pontos da Nissan no campeonato, 94 vieram após a interrupção. São cinco corridas antes e cinco depois. Comparação justa, portanto.

Não ficou impressionado? Leve em consideração a comparação com as rivais próximas. A BMW anotou 28, a Jaguar fez apenas 15, ao passo que a Mercedes marcou 45. Sim, a DS Techeetah disparou e está em outra classe, mas a Nissan se aproxima.

É claramente a segunda força em desempenho neste fim de festa. O que falta para brigar pelo título, então? Para começar, acordar com o galo. Deus ajuda quem cedo madruga.

Oliver Rowland recebeu a quadriculada
Oliver Rowland recebeu a quadriculada
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

OLIVER ROWLAND

Nas nuvens, Rowland tirou um peso das costas por conquistar a primeira vitória dele na categoria.

"Não esperava isso hoje. Ainda não acredito!", vibrou o novo vitorioso.

"É uma sensação incrível. Consegui controlar a energia da bateria muito bem, então, no fim, consegui também controlar a diferença para Robin e usar um pouco mais de energia. Fui ajudado de um jeito gigantesco por ter um carro tão bom junto comigo, a equipe estava bem preparada", falou.

"Espero que todos eles estejam felizes, merecem demais. Não tenho nada menos que positivo para falar sobre eles. É incrível estar aqui", finalizou.

Robin Frijns voltou ao pódio
Robin Frijns voltou ao pódio
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

ROBIN FRIJNS

O holandês se disse feliz com o segundo pódio da rodada dupla, mas transpareceu mesmo uma certa decepção por ter se visto tão distante do vencedor.

"Não foi nada relaxante. Eu estava definitivamente tendo dificuldades para me segurar na pista. Rowland abriu a vantagem e fiquei lutando para me recuperar, e foi isso", disse.

"Estou muito feliz com o P2, mas estamos aqui para vencer", exclamou.

O primeiro pódio de René Rast
O primeiro pódio de René Rast
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

RENÉ RAST

O novato da Audi vai construindo seu caso para permanecer por uma temporada completa. O pódio veio após uma verdadeira briga de rua versão automobilística com Andre Lotterer - que Rast só venceu na última volta.

"A equipe me disse que eu tinha 0.5% de energia a mais que André. Tentei mergulhar para cima dele, acabamos fazendo contato e ficando lado a lado", explicou sobre a ultrapassagem do fim.

"Sobrou um pouco de pneu… Sobrar pneu é sinônimo de corrida na Fórmula E", fechou.

Lucas Di Grassi em Berlim
Lucas Di Grassi em Berlim
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

LUCAS DI GRASSI, 21º

O piloto da Audi justificou o problema do treino de classificação, quando, junto dos outros campeões da FE atualmente no grid, sequer abriu volta rápida. O objetivo agora é ser vice-campeão.

"Eu estava no primeiro grupo, que sempre pega a pista com menos aderência, e se você quer ter uma chance de passar para o Q2 precisa ir para a pista o mais perto do final do Q1 possível. Mas quando iniciei a minha volta rápida os carros à frente estavam andando tão devagar que todos nós cruzamos a linha de chegada muito tarde", completa.

"Certamente esse não era o resultado que nossa equipe sonhava. Tínhamos potencial para brigar pelo pódio e estar mais próximos da disputa pelo vice-campeonato. Mas as corridas são assim. Especialmente na Fórmula E, tudo pode acontecer. Amanhã teremos a última etapa do Campeonato e espero que possamos encerrar a temporada com um bom resultado. Vamos brigar até a última volta", declarou.

Felipe Massa em Berlim
Felipe Massa em Berlim
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

FELIPE MASSA, 13º

Já Massa, que vinha nos pontos no começo da corrida, deu a versão dele sobre o que aconteceu para errar a entrada do modo ataque e perder uma série de posições.

"Foi outra corrida frustrante. Larguei bem e o ritmo do começo era encorajador. O foco estava em abrir uma vantagem para quem vinha atrás, e consegui. Tudo ia bem até que decidimos acionar o modo ataque: [Blomqvist] foi junto comigo e não consegui ver os aros, então não ativei", contou.

"Depois disso, ficou terrível. Perdi toda a margem que eu tinha estabelecido. Estou decepcionado, mas agora temos de concentrar e voltar amanhã para, espero, terminar a temporada positivamente", finalizou.

Sérgio Sette Câmara teve a melhor corrida na FE
Sérgio Sette Câmara teve a melhor corrida na FE
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

SÉRGIO SETTE CÂMARA, 15º

Após a melhor classificação na categoria, onde ficou no oitavo lugar, o estreante andou pouco mais de metade da corrida dentro dos pontos. No fim, como se imaginaria, faltou ritmo para manter. Mesmo assim, o mineiro terminou em 15º e na frente do companheiro Nico Müller: 15º contra 17º.

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