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Recuperado, Wilsinho Fittipaldi recebe alta após cirurgia no cérebro

Ex-piloto de Fórmula 1 deixa hospital e vai se recuperar em casa depois de um acidente doméstico

23 mar 2020
17h32
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Um dos pioneiros do Brasil na Fórmula 1, Wilsinho Fittipaldi recebeu alta nesta segunda-feira no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo. O ex-piloto de 76 anos foi liberado uma semana após ser submetido a uma cirurgia de emergência no cérebro, em razão de uma hemorragia. Ele havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na quarta-feira e estava sob observação no fim de semana. Como apresentou bom quadro clínico, foi liberado pelos médicos para voltar para casa.

O irmão mais velho de Emerson Fittipaldi, bicampeão da Fórmula 1, havia sido operado para conter uma hemorragia cerebral na madrugada da segunda-feira passada. O procedimento foi bem-sucedido e, no dia seguinte, já apresentava quadro estável e lucidez. A cirurgia teve caráter de emergência para conter hemorragia que pode ter sido causada por um aparelho instalado no cérebro do ex-piloto, no começo de novembro. O aparelho tem como objetivo reduzir os sintomas do Mal de Parkinson, doença com a qual Wilsinho convive nos últimos anos.

A hemorragia foi agravada por uma queda que Wilsinho sofreu em sua casa, na cidade de Santana do Parnaíba, no interior de São Paulo, na semana anterior. Ele passou a sofrer mal-estar depois do acidente doméstico e realizou exames, que acabaram constatando a hemorragia.

Antes disso, em novembro, ele foi submetido a um procedimento cirúrgico justamente para instalar o dispositivo em seu cérebro com o objetivo de reduzir os tremores nos braços e nas pernas. Ele vinha tendo dificuldades para andar. Mas, de acordo com familiares, os sintomas estavam diminuindo nos últimos meses, possivelmente em razão do aparelho.

Irmão de Emerson, Wilsinho também é pai de Christian Fittipaldi, outro piloto com passagem pela F-1. Na categoria, Wilsinho disputou 38 corridas, entre 1972 e 1975. Seu melhor resultado foi uma quinta colocação no GP da Alemanha de 1973.

Mas ele ficou mais marcado na categoria por ter ajudado a criar a Copersucar-Fittipaldi, única equipe brasileira que já competiu na F-1. Wilsinho foi piloto e chefe do time até 1982, quando a equipe deixou o campeonato.

Estadão
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