Laurin Heinrich fala sobre temporada de sucesso e elogia Felipe Nasr: "Um ótimo companheiro de equipe"
Em entrevista exclusiva ao Parabólica, Laurin Heinrich reflete sobre sua ótima temporada, vitórias e seu trabalho com Felipe Nasr na Porsche
Por causa de seus resultados expressivos na temporada atual, Laurin Heinrich se consagrou como um dos maiores pilotos de Endurance de sua geração. Só em 2026, Heinrich venceu as 24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring, além de vencer as 24 Horas de Le Mans na classe LMP2 ProAm.
Recentemente, o piloto terminou sua temporada de estreia no IMSA WeatherTech SportsCar Championship na segunda colocação, apenas atrás de Jack Aitken (Cadillac Whelen #31). Junto de Felipe Nasr e Julien Andlauer, Heinrich se consagrou campeão da Michelin Endurance Cup com o Porsche #7.
Em entrevista exclusiva ao Parabólica, o alemão destaca que, até então, ele havia entrado como terceiro piloto e não imaginava que seria tão bem-sucedido em 2026. Heinrich passou pelos dois carros da Porsche Penske (#7 e #6) e pelo 963 da JDC-Miller, e conseguiu bons resultados com os três carros. Mesmo sendo o considerado o pior carro da temporada, Heinrich conseguiu dar uma vitória histórica para o #5 da JDC em Laguna Seca. Para Heinrich:
“A Porsche tentou me dar a oportunidade de conhecer melhor o carro, de ter mais experiência em corridas e protótipos, o que eu estava muito agradecido, e essa oportunidade foi exatamente na corrida com o JDC-Miller Motorsports, quando inicialmente, correria com eles apenas em Long Beach e Laguna Seca.
Nós tivemos um super sucesso, de uma forma que eu estava liderando o campeonato depois de Laguna Seca, então nós tivemos que fazer o desafio difícil sobre se eu faria a temporada completa da IMSA, focando no campeonato dos motoristas ou não, e nós decidimos ir para ele, o que foi incrível, porque, no final, não só foi uma oportunidade para eu lutar pelo título, mas também para ter mais experiência em corridas e protótipos, e isso foi muito crucial.”
O piloto fez as três principais corridas do campeonato ao lado de Felipe Nasr e Julien Andlauer. Sobre trabalhar com o piloto brasileiro, Heinrich se lembrou da época quando o assistia na Fórmula 1, ressaltou mais de uma vez que Nasr é um ótimo companheiro de equipe e, se lembrou de como conselhos que recebeu do brasileiro durante as 24 Horas de Daytona o ajudou no resto da temporada.
“Ele também tem sido um ótimo companheiro de equipe. Nós entendemos muito bem nossos papéis dentro do time. Quando chegamos a Daytona este ano, ele já havia vencido a prova duas vezes consecutivas, então sabia exatamente o que era preciso para ganhar aquela corrida. Eu estava muito aberto e tentei absorver todos os conselhos que ele podia me dar.
Acho que formamos uma ótima dupla porque, como disse, pude aprender muito com a experiência dele, inclusive sobre como pilotar aquele carro. Os GTP são muito complexos, com todos os sistemas que possuem. Então, você pode imaginar: para um piloto jovem que está chegando dos GTs, há muita coisa para aprender.”
Depois, Heinrich conta sobre sua evolução como piloto. Ele detalha sobre como iniciou o ano achando que faria apenas poucas participações no IMSA até o momento que passou a lutar pelo campeonato. O alemão fala sobre suas vitórias, sobre pilotar e vencer em categorias tão distintas (GTP, LMP2 e GTs):
“Comecei Daytona como terceiro piloto, o que, por um lado, trouxe bastante pressão, porque era minha primeira vez competindo pela Team Penske em uma equipe de fábrica. Mas, por outro lado, isso também tirou um pouco da pressão, porque eu era o terceiro piloto, o piloto de apoio. Eu não iria fazer a classificação nem largar a corrida, e também não iria terminar a prova. Tinha uma função clara: simplesmente manter a posição que tínhamos e fazer o meu trabalho, o que foi ótimo.
Mas, obviamente, comecei a aprender como competir com protótipos, como lidar com o tráfego pilotando um protótipo e todas essas coisas. Assim, pude adquirir muitas experiências diferentes, inclusive competindo em Le Mans pela primeira vez com outro protótipo, o LMP2, que também era algo novo para mim, além de ser minha primeira participação em Le Mans.”
Na ocasião, Laurin Heinrich foi campeão da classe LMP2 ProAm com a Crowdstrike #04, junto de Alex Quinn e George Kurtz. Além das vitórias nas participações no IMSA e em Le Mans, Heinrich fez participações pontuais no IGTC, como em Bathurst, Nurburgring, Spa e, por último, Suzuka, onde foi campeão com a AO Racing.
“Ao mesmo tempo, continuei disputando algumas corridas de GT, como as 24 Horas de Nürburgring, os 1000 km de Suzuka e outras provas. Então, acho que pude evoluir muito neste ano, simplesmente porque tive a oportunidade de adquirir vários tipos diferentes de experiência no automobilismo de carros esportivos. Pude pegar o melhor de cada uma delas e juntar tudo.”
Nesse final de semana, Laurin Heinrich ainda participará das 8 Horas de Indianápolis, onde fará parte do trio do carro #31 da Wright Motorsports junto dos pilotos Dave Musial Jr. e Ryan Yardley. É a terceira participação do piloto com a equipe, onde chegou a cruzar o primeiro lugar no ano passado, mas perdeu a vitória por causa de uma punição.
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