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Vettel cobra ação e diz que F1 precisa se perguntar se dinheiro está acima de moral

Alemão valorizou a diversidade das pessoas e considerou que a Fórmula 1 deve questionar se é correto aceitar determinadas situações apenas por dinheiro

14 out 2021 11h47
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Sebastian Vettel defendeu uma postura mais ativa da F1
Sebastian Vettel defendeu uma postura mais ativa da F1
Foto: Aston Martin / Grande Prêmio

O QUE ACONTECE COM VETTEL NA FÓRMULA 1?

Sebastian Vettel afirmou que a Fórmula 1 precisa se perguntar se o dinheiro vale mais do que moral. O alemão saiu em defesa da diversidade e ressaltou que é preciso fazer mais do que apenas exibir um tapete com mensagens positivas por alguns minutos.

A F1 passou a ser envolver mais em campanhas sociais desde que Lewis Hamilton cobrou publicamente apoio à causa antirracista. Vettel não só ficou ao lado do titular da Mercedes, como também levou outras pautas para dentro do esporte, como, por exemplo, a questão dos direitos da população LGBTQIA+.

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Sebastian Vettel tem sido voz ativa pró-diversidade (Foto: Aston Martin)

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Com a introdução recente de países como Arábia Saudita e Catar ao calendário, o debate sobre o respeito aos direitos humanos voltou ao paddock. A ditadura saudita é constantemente criticada por usar o esporte para tentar passar uma imagem melhor ao mundo.

A F1 e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), porém, sempre optaram por uma postura neutra e alegando que as corridas podem ter um efeito positivo no país. Vettel acredita, no entanto, que o espore precisa ter uma postura mais ativa.

"Acho que, no fim, o problema é que o esporte, e é a mesma coisa como país, é governado por pessoas" disse Vettel. "Pessoas têm opiniões e experiências individuais, seja o que for, então, claro, é difícil. Mas temos de encontrar as pessoas perfeitas para governar o nosso esporte e aí adotar o caminho certo", seguiu.

"Existe mais do que só interesse, tem obviamente um enorme interesse financeiro. Mas acho que, em algum momento, você tem de se perguntar, e as pessoas no comando têm de se perguntar: temos uma moral?", ponderou. "Você, portanto, diz não para determinadas coisas? Ou você só diz 'sim' para qualquer grande negócio que aparece, mas pelas razões erradas? Acho que as pessoas precisam se preocupar com o panorama geral", avaliou.

O alemão avaliou que a F1 deu um passo importante com a campanha 'We Race as One', mas considerou que é preciso ir além das palavras. Ao longo do ano, Sebastian tem sido um ativo defensor dos direitos LGBTQIA+.

"Acho que existem certos tópicos que são grandes demais para serem negligenciados. Acho que nós todos concordamos que ― e não importa de onde você vem ― só é justo tratar as pessoas igualmente", apontou. "Obviamente, têm países que regras diferentes em vigor, diferentes governos, diferentes experiências. Agora, não posso falar por todos os países e ser um especialista, pois não sei. Mas, obviamente, tem alguns aspectos de determinados países dos quais acho que conheço. Vamos para alguns lugares e estendemos um enorme tapete com mensagens positivas neles. Mas acho que precisamos de mais do que palavras, é preciso ação", frisou.

Questionado se a F1 deveria ser mais militante, Vettel respondeu: "Não sei qual é exatamente a melhor forma de não apenas comunicar com uma bandeira na pista por alguns minutos. Mas, certamente, sinto que nosso esporte poderia pressionar bastante e ser de imensa ajuda para espalhar essa justiça ainda mais pelo mundo".

"No fim, acho que não é justo julgar as pessoas ou aplicar determinadas leis e diferenciar as pessoas simplesmente porque elas amam um homem ao invés de uma mulher ou uma mulher ao invés de um homem", defendeu. "Qualquer forma de discriminação é errada. Imagino que se fossemos todos idênticos, não iríamos progredir. Por exemplo, imagine todos os carros iguais na Fórmula 1. Seria chato: não só as mesmas cores, mas os mesmos componentes aerodinâmicos. Falando mais na nossa língua, seria chato e jamais conseguiríamos progredir", comparou.

"O mesmo vale para nós. Acho que evoluímos tanto enquanto espécie humana, pois somos todos diferentes de alguma forma. Deveríamos celebrar a diferença ao invés de temê-la", concluiu.

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