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Verstappen coroa melhor ano na F1 e se aproxima de título com atuação de gala

Max Verstappen foi tudo o que precisava ser em Austin: frio para superar a perda de posição na largada e cerebral na hora de aplicar a estratégia, segurar o heptacampeão e vencer a corrida

28 out 2021 04h02
| atualizado às 07h05
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Max Verstappen venceu o GP dos Estados Unidos com atuação de gala
Max Verstappen venceu o GP dos Estados Unidos com atuação de gala
Foto: Red Bull / Grande Prêmio

F1: VERSTAPPEN SEGURA HAMILTON NO BRAÇO, VENCE NOS EUA E DÁ PASSO PARA TÍTULO | Paddock GP #262

Desde o início da era híbrida, em 2014, o Circuito das Américas - que passou a fazer parte do calendário da Fórmula 1 dois anos antes - teve vencedor fora da Mercedes somente uma vez. Desde o último domingo, tem dois: Max Verstappen fez bonito, segurou Lewis Hamilton na base da estratégia e se aproximou mais do que nunca de seu primeiro título mundial de Fórmula 1 ao abrir 12 pontos de vantagem na tabela de um campeonato tão equilibrado. E a atuação do holandês em Austin aumenta ainda mais a confiança de que a tão sonhada taça pode ser levantada já em 2021.

Tudo começou, é claro, na largada, quando Lewis Hamilton tracionou melhor seu carro e ultrapassou o holandês logo na primeira curva. A partir dali, ficou evidente que Verstappen, apesar de ter perdido a posição, tinha ritmo suficiente para não deixar o heptacampeão mundial escapar. Entretanto, a passagem do britânico fazia com que a Red Bull precisasse apresentar uma alternativa diferente e foi o que a equipe fez ao chamar Max aos boxes ainda na volta dez.

E foi neste momento que a atuação genial do holandês começou a se desenhar: com os pneus macios trocados pelos duros, Max voltava em segundo lugar à pista, atrás de Hamilton e começava a imprimir um ritmo forte e buscava ultrapassar e assumir a ponta quando o rival fizesse a parada. E foi exatamente o que aconteceu no giro 14, quando Lewis também colocou os pneus de faixa branca e retornou atrás do prodígio.

O problema é que Max começou a sofrer com o desgaste dos pneus traseiros de sua Red Bull, e a escuderia optou por novamente fazer uma parada cedo, na volta 29, quando novamente voltou atrás de Hamilton. A partir daí, o que se viu foi uma pilotagem espetacular do holandês, que precisava garantir que os pneus chegassem à última volta. Lewis parou oito giros depois, afinal, e teria compostos mais novos ao fim da corrida.

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Hamilton até conseguiu se aproximar de Verstappen ao final da corrida, mas não o suficiente para vencer (Foto: Jared C. Tilton/Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Verstappen soube economizar os pneus no momento certo, controlou o ritmo na pista e aceitou a aproximação gradual de Hamilton, que diminuía o intervalo entre ambos a cada volta - e, em alguns momentos, ainda conseguia aumentar um pouco a diferença. Caso Max optasse por botar o pé embaixo e acelerar durante todo o terceiro stint, é muito provável que seus pneus se desgastassem além do limite antes do final da corrida e forçassem uma terceira parada, como admitido por Christian Horner, chefe da equipe. Assim, a vitória cairia no colo de Hamilton.

Lewis, vale destacar, também fez tudo que esteve ao alcance para conseguir a vitória: teve dia de excelente pilotagem e sem erros. É algo que engrandece ainda mais a atuação de Verstappen, que mesmo em um bom dia do rival - vale lembrar, heptacampeão mundial - foi superior e manteve a primeira colocação.

Max controlou o nível de desgaste até ver a aproximação de Hamilton, que ficou preso no ar sujo atrás do carro do holandês. Aí, sim, passou a imprimir ritmo de forma a segurar o britânico na casa de 1s de diferença. Verstappen concluiu seu objetivo à perfeição, e Lewis até conseguiu se aproximar, mas, quando o intervalo chegou aos 2s, estava evidente que a vitória estava longe demais. Na Fórmula 1 atual, os carros perdem muita eficiência aerodinâmica quando andam atrás de outro concorrente. Além disso, a degradação dos pneus também aumenta consideravelmente.

Assim, Max controlou a distância para fechar 1s3 à frente do inglês, em corrida à parte entre os dois. Para se ter uma ideia, Sergio Pérez, que fechou o pódio, chegou mais de 42s atrás de seu companheiro de Red Bull. No melhor ano de sua carreira, Verstappen teve uma de suas melhores atuações da temporada para segurar um dos maiores pilotos da história - com um pneu oito voltas mais antigo - e se colocar mais próximo do que nunca esteve de seu grande sonho: o título mundial da Fórmula 1.

Não dá para dizer como será o desfecho do campeonato, é impossível, claro, mas é possível cravar agora que Verstappen vive uma temporada campeã. A sobriedade e excelência com que guia em 2021 é notável e mostra que tudo aquilo que se esperava do jovem piloto quando despontou nos carros, ainda longe da F1, em 2014, era real.

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