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Verstappen aproveita chances, faz dever de casa e mostra pinta de campeão em 2021

Na Rússia, um segundo lugar improvável depois de ter largado em último; na Turquia, outro P2 enquanto Lewis Hamilton foi quinto em pista que poderia até ter vencido. Max Verstappen 'come pelas beiradas', usa a cabeça e dá mais um passo rumo ao primeiro título na Fórmula 1

13 out 2021 04h02
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Max Verstappen: pinta de campeão da F1 em 2021?
Max Verstappen: pinta de campeão da F1 em 2021?
Foto: Bryn Lennon/Getty Images/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

No esporte ou na vida, uma das máximas para ser bem-sucedido é aproveitar as oportunidades quando elas surgem. Outra delas é estar no lugar certo e na hora certa. Max Verstappen, na sua primeira temporada como um real concorrente ao título da Fórmula 1, tem feito a lição de casa mesmo quando não tem o melhor carro ou as chances mais nítidas de conquistar um grande resultado. Em retrospectiva, o piloto da Red Bull marcou 36 pontos nas duas últimas corridas, algo que parecia improvável por alguns fatores: Max teve o motor trocado no GP da Rússia e largou em último, enquanto na Turquia a Mercedes dominou o fim de semana, e Lewis Hamilton, mesmo partindo em 11º, sugeriu ter chances de buscar ao menos um lugar no pódio em Istambul, mas não conseguiu tirar proveito do melhor carro da etapa.

O placar da temporada, com seis corridas para o desfecho de 2021, aponta Verstappen com 262,5 pontos, contra 256,5 de Hamilton. 6 pontos de diferença separam os dois grandes protagonistas na luta pelo título.

Um dos grandes fatores da batalha entre Verstappen e Hamilton pelo título está justamente em como aproveitar as oportunidades. O próprio Lewis já mostrou, em outras campanhas, como é importante maximizar os resultados de um fim de semana.

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Max Verstappen voltou à liderança da F1 em 2021. Pinta de campeão?
Max Verstappen voltou à liderança da F1 em 2021. Pinta de campeão?
Foto: Umit Bektas/Red Bull Content Pool/Getty Images / Grande Prêmio

Neste ano, porém, o heptacampeão perdeu duas chances claras no campeonato atual de abrir boa vantagem para o adversário. Uma, em razão de um erro nas voltas finais no GP do Azerbaijão, quando falhou na freada da curva 1 depois que Verstappen teve o pneu furado e abandonou. Depois, no GP da Rússia, fez a lição de casa e venceu uma corria que parecia endereçada a Lando Norris, mas viu Max surpreender depois da chuva que deu as caras no fim da prova e pular de sétimo para segundo.

A força que a Mercedes mostrou na Turquia, sobretudo com a velocidade final nas retas, bem maior que a dos carros da Red Bull, pode trazer uma aura de favoritismo a Hamilton nesta reta final do campeonato. A unidade motriz apresentou um ganho de performance substancial nas últimas provas e foi muito forte em circuitos que exigiram potência, como em Monza e Sóchi. Tal cenário também foi visto em Istambul no fim de semana. Mas nem sempre, quando se trata de favoritismo, o que parece é.

Teoricamente, a Mercedes parte como grande candidata à vitória no GP dos Estados Unidos, em Austin, em razão sobretudo das características do Circuito das Américas. Claro que o retrospecto nesta tão suada temporada 2021 vale muito pouco, mas cabe sempre lembrar que a Mercedes marcou todas as poles no Texas de 2014 para cá e só não venceu em 2018, quando Kimi Räikkönen venceu pela última vez na carreira com a Ferrari.

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Depois de Austin, no entanto, Verstappen terá três circuitos em que, novamente na teoria, a Red Bull apresenta mais força que a Mercedes: Hermanos Rodríguez, no México, Interlagos, em São Paulo, e Yas Marina, em Abu Dhabi. São três pistas onde o motor não faz tanta diferença como no Circuito das Américas e no novo traçado urbano de Jedá, na Arábia Saudita, anunciado como o circuito de rua mais rápido do mundo. Losail, no Catar, é uma completa incógnita.

Fica evidente também que o campeão da temporada 2021 da Fórmula 1 será definido nos pequenos e nos grandes detalhes. Um eventual abandono numa corrida, de Hamilton ou Verstappen, pode ser crucial, como aconteceu em 2016, quando Lewis perdeu o título para Nico Rosberg depois de ver o motor Mercedes quebrar quando liderava o GP da Malásia. O campeonato deste ano traz uma dinâmica parecida e a preocupação, sobretudo por parte da equipe heptacampeã, sobre a confiabilidade da unidade motriz.

Hamilton já conquistou sete títulos mundiais e conhece, mais do que ninguém, o caminho das pedras para conquistar o troféu mais cobiçado do esporte a motor. Porém, mesmo que aparente não ter o melhor carro nesta reta final da temporada, é Verstappen quem aparece com mais pinta de campeão em 2021 do que o rival Hamilton. Em menos de dois meses, a Fórmula 1 vai responder quem levou a melhor na grande batalha pelo título em mais de dez anos.

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