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Smedley diz que "pior coisa" para Sainz seria agir como Massa ao chegar na Ferrari

Para Rob Smedley, atualmente diretor de sistemas de dados da Fórmula 1, mas que por muitos anos foi engenheiro de Felipe Massa na Ferrari, Carlos Sainz precisa ter abordagem mais leve neste começo na equipe de Maranello

13 abr 2021
08h14 atualizado às 08h23
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08h14 atualizado às 08h23
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Felipe Massa em seus tempos de Ferrari
Felipe Massa em seus tempos de Ferrari
Foto: Ferrari / Grande Prêmio

Ao final do GP do Bahrein, na sua estreia pela Ferrari, Carlos Sainz afirmou que "teria tempo para ser mais agressivo", e que optou pela cautela. Uma abordagem corretam ao menos na visão de Rob Smedley, ex-engenheiro de Felipe Massa na equipe italiana. O britânico afirmou que Sainz precisa agir de maneira diferente do brasileiro.

Foi o que o hoje diretor de sistemas de dados da Fórmula 1 disse ao podcast 'F1 Nation'. Para Smedley, Massa chegou à Ferrari, em 2006, achando que ganharia tudo, e que Sainz não pode agir da mesma maneira.

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Rob Smedley e Felipe Massa, já nos tempos de Williams
Rob Smedley e Felipe Massa, já nos tempos de Williams
Foto: Williams / Grande Prêmio

"Se voltarmos ao começo de Felipe como piloto oficial da Ferrari, ele cometeu o grande erro de dizer que iria chegar e já andar no mesmo nível de Michael [Schumacher], um cara sete vezes campeão do mundo, um cara nada molenga", começou.

"Felipe entrou na Ferrari e a mentalidade era a de que igualaria Schumacher, que bateria Schumacher, tudo isso. E aí começou a desandar, desde o primeiro minuto, começou a desandar e nada melhorou até colocarmos a equipe certa ao lado dele, o que enfim colocou Massa de pés no chão. Dissemos para ele esquecer isso de bater Michael, que não iria rolar", seguiu.

"Também dissemos que, eventualmente, ele poderia fazer isso, mas que ia demorar muito tempo, então iríamos trabalhar em uma abordagem melhor, em um processo longo e usar o talento dele para, enfim, começar a progredir", completou.

Então, sobre Sainz, disse: "A pior coisa que Carlos poderia ter feito é chegar e já dizer que bateria Charles [Leclerc], e que seria o primeiro piloto. Porque se não funciona, a pressão te consome, e fica insuportável cumprir a missão que tem", finalizou Smedley.

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