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Red Bull "tira chapéu" para Mercedes: "Não tinha o que fazer, eram melhores"

Christian Horner, chefe da equipe austríaca, avaliou que o mais surpreendente de tudo foi que a Mercedes demorou demais para liderar

9 mai 2021 13h17
| atualizado às 13h20
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Max Verstappen e Lewis Hamilton na Catalunha
Max Verstappen e Lewis Hamilton na Catalunha
Foto: Lars Baron/Getty Images / Grande Prêmio

Quem assistiu ao GP da Espanha deste domingo (9) provavelmente imaginava que, derrotada da maneira dramática como foi, a Red Bull deixaria Barcelona da maneira mais amarga possível, mas não foi o que se viu. Ao contrário, os rubro-taurinos encerraram o dia de forma até que conformada com a situação. De acordo com o chefe Christian Horner, a única surpresa foi que a liderança durou tanto tempo.

Segundo Horner é claro que a Red Bull era inferior à Mercedes mesmo após assumir a dianteira na largada e sustentar por 60 voltas.

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"Não acho que dava [para bater a Mercedes], para ser bem honesto. Tiro o chapéu para Lewis e a Mercedes, eles eram melhores que nós aqui hoje. O fato de poderem nos seguir tão de perto nos primeiros dois stints só nos deixa surpresos de não terem ido para aquele undercut mais cedo", disse, referindo-se à chance de parar logo após o pit-stop ruim feito com Verstappen. A Mercedes demorou cinco giros após aquele e não aproveitou.

Horner ainda lamentou o fato de Hamilton e Verstappen terem se distanciado tanto do restante da competição. Os dois colocaram ampla vantagem para Valtteri Bottas e maior ainda para Charles Leclerc, que liderava o pelotão do resto. Certamente, sobra frustração por não contar com Sergio Pérez se esgueirando entre os ponteiros para atrapalhar a movimentação.

Christian Horner ficou conformado com a derrota
Christian Horner ficou conformado com a derrota
Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

"Conseguimos manter posição, mas quando o pelotão se distancia daquela maneira e Lewis ganha uma parada grátis, você acaba ficando numa situação horrível como líder. Não tem muito o que fazer: ou faz corajoso e vai até o final ou, naquele ponto, devolve a posição [com nova parada]. A única coisa que você pode fazer para retaliar é a melhor volta [depois]", apontou.

Sobre o desempenho de Verstappen, Horner elogiou a manobra da largada e explicou que o pit-stop demorado se deu por culpa do piloto, que entrou antes da equipe chamar - e acabou pega desprevenida.

"A curva 1 de Max foi mega. Veio com tudo, esse é Max Verstappen. Ele simplesmente foi e posicionou o carro muito bem. Infelizmente, estávamos nos preparando para a parada e Max chegou no pit-lane, mas ainda não o tínhamos chamado naquele momento. A reação do pessoal foi rápida no pit-wall, o engenheiro de corrida dele e os mecânicos deram a volta por cima sem que perdessem muito tempo. Por conta disso, achamos que fossem parar imediatamente, mas não fizeram isso. Tinham um carro melhor: o pneu não desgastava e conseguiam andar muito perto da gente", explicou.

"Por fim, o pelotão se distanciou de maneira que deu a eles todas as opções possíveis. Não parecia que iam passar Max com a mesma estratégia, então não tinham nada a perder quando pararam mais uma vez e voltaram de cara para o vento", finalizou.

A Fórmula 1 volta em duas semanas, no fim de semana do dia 23 de maio, com o retorno do GP de Mônaco após um ano de ausência.

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