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Red Bull quer barulho e Mercedes discorda de retorno "de motor dos Flinstones" na F1

Dentro e fora das pistas, Christian Horner e Toto Wolff divergem. Mandatário da Mercedes acredita que Fórmula 1 terá motores elétricos a partir de 2030. Chefe da Red Bull se opõe

23 jul 2021 10h50
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A disputa entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, que acabou com o abandono do holandês, começou logo na largada do GP da Inglaterra
A disputa entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, que acabou com o abandono do holandês, começou logo na largada do GP da Inglaterra
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

Além de visões diferentes sobre o acidente entre Lewis Hamilton e Max Verstappen no GP da Inglaterra, Mercedes e Red Bull também apresentam discordâncias à respeito dos novos motores da Fórmula 1, que têm introdução esperada para 2025.

No início de julho, membros das quatro montadoras da F1 se juntaram em reunião com a Audi e a Porsche, marcas do grupo Volkswagen, para debater o futuro dos motores da categoria. A Mercedes foi representada por Ola Källenius, enquanto a Red Bull, que herda a tecnlogia Honda e vira montadora, teve o chefe de equipe Christian Horner.

"Foi uma reunião construtiva. Foi interessante porque você olha diferentes ideias de diversas montadoras, novas montadoras e independentes, como no caso da Red Bull. Mas eu acho que algo que uniu a todos é colocar os custos sob controle, entregar a mensagem certa, entregar a emoção. E o som, por exemplo, é extremamente importante, ou certamente era para nós. E têm várias formas que podemos alcançar isso", declarou Horner ao site inglês Racefans.

Christian confia que, apesar da Fórmula 1 caminhar para a sustentabilidade, deve manter suas origens e se afastar da eletricidade, especialmente retomando o barulho dos motores, reduzido desde a introdução das unidades de potência híbridas, em 2014.

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Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images / Grande Prêmio

"Acho que a questão fundamental é: que lugar queremos que a F1 esteja? Se você seguir a teoria de que todas as montadoras vão virar elétricas, podemos virar a Fórmula E em oito ou nove anos. Agora, isso não é a Fórmula 1. Para mim, é barulho, é entretenimento, é ter os carros mais rápidos do mundo, e o fato de que vamos na rota do bicombustível e dos combustíveis sustentáveis, podemos mostrar que os motores à combustão tem futuro", completou.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, vai em direção contrária. O mandatário do time que conquistou os últimos sete campeonatos da Fórmula 1 crê que os motores elétricos são o futuro, e que o passo de 2025 é uma transição para a eventual mudança posterior.

"Não podemos voltar a um motor dos Flinstones. E do outro lado, deixar tudo elétrico [em 2025] é muito cedo. Nós deveríamos trazer uma unidade de potência na qual podemos ter orgulho, e isso significa ainda ter a experiência audiovisual para os fãs de um motor de combustão interna e ter um componente híbrido que é muito forte no lado elétrico. Então, estamos dando ao lado elétrico a mesma performance do motor de combustão, ou mais", citou.

"Na minha opinião, essa é a etapa de transição para algo em 2030 que pode ser muito diferente, dependendo de para onde o mercado de automóveis for e vemos algumas das grandes fabricantes se comprometerem com a década de 2030 a ser totalmente elétrica", concluiu.

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