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Red Bull cita histórico recente de Verstappen e volta a culpar Hamilton: "Foi o agressor"

Christian Horner criticou a Mercedes por não informar Lewis Hamilton da hospitalização de Max Verstappen após o acidente do GP da Inglaterra e considerou que é normal o tom pessoal das críticas por conta das circunstâncias do acidente em Silverstone

24 jul 2021 08h41
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Red Bull citou histórico para para isentar Verstappen de responsabilidade
Red Bull citou histórico para para isentar Verstappen de responsabilidade
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

Christian Horner ainda não engoliu os acontecimentos do GP da Inglaterra de Fórmula 1. O chefe da Red Bull voltou a condenar Lewis Hamilton pelo toque que causou a batida de Max Verstappen e rejeitou as alegações de que o piloto rubro-taurino é agressivo, citando, inclusive, o histórico recente de punições.

Na corrida inglesa, Verstappen e Hamilton travaram um duro duelo na primeira volta, mas na curva 9, a Copse, os dois se tocaram. Max rodou e bateu fortemente no muro. A corrida precisou ser paralisada em bandeira vermelha e, mesmo com uma punição de 10s, Lewis conseguiu superar Charles Leclerc no final e vencer pela oitava vez consecutiva em Silverstone para reduzir o atraso na classificação do Mundial de Pilotos.

Max Verstappen sofreu um impacto de 51G no acidente
Max Verstappen sofreu um impacto de 51G no acidente
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

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Verstappen, por outro lado, conseguiu sair sozinho do carro, mas foi levado ao hospital para exames após passar por uma avaliação preliminar ainda na pista. Foi de lá, aliás, que o holandês condenou a celebração de Hamilton pela vitória.

Desde o acidente, Red Bull e Mercedes estão de lados oposto. Na visão de Toto Wolff, chefe da equipe Brackley, as criticas ao britânico ganharam um tom pessoal.

"Gostaria de responder alguns comentários que vi de Toto, que é citado dizendo que nossos comentários em relação a Hamilton ter causado o acidente foram 'muito pessoais'", começou Horner em uma coluna no site da Red Bull. "Senti que a narrativa de que Max estava sendo 'excessivamente agressivo' naquele estágio era injustificada", seguiu.

"Quero de deixar claro: este foi um incidente na pista entre dos dois melhores pilotos do mundo. No momento em que você tem um piloto no hospital e com a extensão das lesões ainda desconhecidas, seu carro foi descartado e os comissários penalizam o piloto que parece ser o responsável, é natural que as emoções aflorem, em todos os envolvidos, quer você se sinta injustiçado ou vitorioso", ponderou. "Basta olharmos para o fato de que Max tem zero pontos de punição na licença dele e não foi considerado culpado de nenhuma falha de julgamento dentro da pista nos últimos anos", frisou.

"O novato Max Verstappen agressivo de 17 anos a que Hamilton está se referindo não é o Max Verstappen de hoje, assim como Hamilton não é o mesmo piloto que era quando entrou no esporte", considerou. "Os dois pilotos são, claro, intransigentes em seus estilos de pilotagem, mas os dois são altamente habilidosos, com muita experiência. A realidade é que Hamilton encontrou um rival em um carro que agora é competitivo e concordo que os dois pilotos precisamos mostrar respeito um pelo outro, mas Hamilton foi o agressor no domingo", resumiu.

Por fim, Horner afirmou que "ainda é decepcionante" que a Mercedes tenha celebrado a vitória de Hamilton no GP da Inglaterra e considerou que é "inimaginável" que o britânico não tenha sido informado de que o rubro-taurino estava no hospital.

"Ainda estou… desapontado com o nível de celebração na esteira do acidente", afirmou. "A Mercedes sabia da gravidade do acidente, com uma divulgação ampla de que Max estava no hospital e precisando de novos exames. É inimaginável não informar seu piloto da situação, ainda mais para protegê-lo no caso de ele não mostrar a contenção necessária na celebração, particularmente como resultado de um incidente pelo qual ele foi penalizado", julgou.

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