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Por que punição a Hamilton com pontos na carteira na Rússia virou multa de R$ 161 mil

Diretor de provas da Fórmula 1, Michael Masi explicou porque os comissários do GP da Rússia decidiram substituir os 2 pontos na carteira de punições de Lewis Hamilton por um valor a ser pago pela Mercedes

28 set 2020
07h13
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Lewis Hamilton fez teste de largada antes da corrida em Sóchi
Lewis Hamilton fez teste de largada antes da corrida em Sóchi
Foto: Reprodução/TV / Grande Prêmio

A grande polêmica do GP da Rússia do último domingo (27) se desenrolou antes mesmo da largada. Isso porque Lewis Hamilton, na volta de saída dos boxes para o grid no Parque Olímpico de Sóchi, realizou duas simulações de largada em pontos não designados pela direção de prova. A manobra, bastante incomum do hexacampeão do mundo, infringiu o regulamento e, ao longo da corrida, a direção de prova anunciou sua punição: 10s, sendo 5s para cada infração — tempo que foi pago no seu pit-stop — e também 2 pontos na carteira de sanções, sendo 1 para cada falta.

A dupla infração acabou com as chances de Hamilton igualar o recorde de 91 vitórias na Fórmula 1, que ainda pertence a Michael Schumacher. Mas o maior problema foi relacionado aos pontos na carteira. O hexacampeão passava a ter 10, ao passo que 12 destes pontos rendem suspensão automática de uma corrida. Tais pontos começam a se desfazer somente no dia em que completam um ano de recebidos. Para Hamilton, a partir de 17 de novembro.

Contudo, pouco depois do fim da corrida, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou que a punição com pontos na carteira a Hamilton foi rescindida e transformada em multa à Mercedes no valor de € 25 mil (cerca de R$ 161 mil). Michael Masi, diretor de provas da Fórmula 1, explicou que a decisão foi motivada porque os comissários entenderam que o erro de Hamilton foi motivado pela equipe de Brackley.

Lewis Hamilton ganhou um alívio quanto aos pontos na carteira após revisão na punição no GP da Rússia (Foto: Mercedes)

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"Os comissários, após a corrida, ouviram a equipe e o piloto do carro #44. Lewis e a Mercedes falaram com os comissários e, naquele momento, se deram conta que, na verdade, era uma instrução da equipe para Lewis sobre o lugar em que podia fazer treinos de largada", explicou o australiano em entrevista à emissora Sky Sports.

"Sobre essa base, os comissários rescindiram os pontos de punição nas duas decisões porque acharam que era inapropriado e, como resultado, multaram a equipe em € 25 mil por essa instrução", ressaltou.

"Efetivamente, sim, era ele pilotando o carro. No entanto, um fator que contribuiu foi que sua equipe o instruiu a fazê-lo naquele momento e, portanto, eles acharam adequado revisar sua decisão", complementou o diretor de provas da FIA para a Fórmula 1.

Segundo a FIA, o "Artigo 36.1 exige que os pilotos usem aceleração constante e velocidade constante na saída do pit a não ser no local designado para testes de largada de acordo com o item 19.1 das Notas do Evento, que definiram o lugar 'na saída do lado direito' depois do semáforo da saída do pit (e não na parte da pista definida por linhas), algo que é conhecido por todos os competidores e utilizado sem exceção". Por isso, pela dupla infração, dupla punição foi aplicada a Hamilton.

Masi lembrou que era de conhecimento dos pilotos, nos briefings que são realizados antes de cada GP, onde ficava o local para os testes de largada e reforçou que o procedimento é de praxe.

"O local dos testes de largada é, obviamente, muito específico no circuito e detalhado nos documentos da etapa. Portanto, em todas as outras as etapas, Lewis, juntamente com todos os outros pilotos, cumpriu os requisitos de onde eles fazem um treino de largada de acordo com as instruções do diretor de provas", disse.

"Diria que o motivo pelo qual determinamos onde o local do treino de largada é para a segurança de todos os pilotos. Todos estão cientes do que está acontecendo. Portanto, determinamos sua localização por um motivo deliberado. Geralmente, na verdade, não pintamos um local, apenas especificamos este local e fazíamos isso antes mesmo do meu tempo [como diretor de provas da F1], pelo que entendi. É um elemento específico do circuito. Acho que hoje foi apenas um simples erro partindo dessa perspectiva", concluiu o diretor.

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