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Pole surpresa de Sainz em Silverstone entrega à Ferrari chance real de revanche

Carlos Sainz brilhou nos instantes finais da classificação do GP da Inglaterra ao cravar a pole-position - a primeira da carreira na F1. Mais do que isso, a conquista abre uma oportunidade para que a Ferrari consiga vencer a Red Bull na temporada, uma vez que o gerenciamento dos pneus será fundamental

2 jul 2022 - 17h30
(atualizado às 17h57)
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Carlos Sainz celebra a primeira pole da carreira no GP da Inglaterra
Carlos Sainz celebra a primeira pole da carreira no GP da Inglaterra
Foto: Justin Tallis/AFP / Grande Prêmio

Foi em uma das sessões de classificação mais difíceis do ano que Carlos Sainz brilhou. Às vésperas de disputar seu 150º GP na Fórmula 1, o espanhol da Ferrari driblou o aguaceiro que tomou conta de Silverstone e superou os rivais Max Verstappen (2º) e Charles Leclerc (3º), para obter a primeira pole-position da carreira na maior das categorias do esporte a motor. Foi também uma demonstração de força e perícia, dada a imprevisibilidade do tempo e das condições do circuito inglês. Mais do que isso, prova que o madrilenho segue na mesma toada do bom rendimento apresentado no Canadá, duas semanas atrás. É a chance da revanche, pois.

O caso é que a Ferrari precisa vencer a Red Bull. E é imperativo que não cometa mais erros ou sofra com a confiabilidade. Ou a meta de disputar o campeonato vai cair por terra. Leclerc, inclusive, resumiu bem o clima dentro das garagens ferraristas para esse julho cheio: "Acho que as próximas quatro corridas serão muito importantes antes da pausa de verão. Ir para as férias com quatro boas corridas seria ótimo. Agora, precisamos focar em nós."

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Por isso, a posição de Sainz no grid do GP da Inglaterra é tão importante, embora surpreendente dado o favoritismo imposto por Verstappen - não só na classificação deste sábado (2), mas pela sequência de vitórias em 2022. "Então, estava muito fácil chicotear e perder a volta, além de ser difícil encontrar o ponto certo de temperatura com esses intermediários", afirmou o espanhol. "No fim, consegui uma volta que não achei que tinha sido especial, mas é assim que as coisas são. Pole-position, foi um pouco surpreendente", ressaltou.

"E se eu me basear no meu tempo do TL2, acho que estamos em uma boa posição para segurar Max [Verstappen]. Charles [Leclerc] com certeza vai botar pressão, e vou dar meu melhor", emendou o ferrarista.

Dessa forma, é, sim, uma nova oportunidade que se abre para explorar as atualizações da F1-75 - os novos elementos têm como fundamento maior ampliar a velocidade de reta, ao mesmo tempo em que aprimora a eficiência aerodinâmica e o comportamento dos pneus. O TL2 da sexta-feira mostrou que o carro vermelho vai muito bem nas curvas mais lentas, embora perca alguns décimos em ritmo de corrida. Mas o fator que deve destoar mesmo é o melhor gerenciamento da borracha que a Ferrari possui, uma vez que a corrida será disputada com pista seca. Então, sim, os italianos estão muito na briga pela vitória.

"Eles [Red Bull] ganharam sete corridas, e nós, duas. Houve provas em que liderávamos e tivemos problemas de confiabilidade, então acho que o placar poderia estar facilmente 4 a 5", disse Mattia Binotto, o chefão da Ferrari.

"Ainda há muitas corridas pela frente, e a confiabilidade é uma preocupação para nós, mas também pode ser uma preocupação para eles", opinou Binotto, lembrando que a rival também teve problemas sérios no início do ano, com direito a quebras de Max e Pérez. "E aqui é uma daquelas pistas em que você entra com muito apetite nas curvas de alta e precisa gerenciar isso [o desgaste dos pneus]. Vai ser um problema e uma preocupação, portanto é algo que precisa de cuidado e gerenciamento", acrescentou.

Carlos Sainz e Max Verstappen vão dividir a primeira fila do grid do GP da Inglaterra (Foto: Justun Tallis/AFP)

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A performance de Carlos também possui um elemento de confiança - não só em si mesmo, mas também para Maranello. Afinal, Verstappen dominava a classificação. O holandês havia cravado os melhores tempos no Q1 e no Q2, mas acabou comprometendo seu desempenho com rodadas e pequenos erros. Neste momento, a Red Bull possui um ritmo de prova ligeiramente melhor que o da Ferrari, no entanto ainda precisa resolver alguns detalhes do acerto antes de as luzes se apagarem no domingo.

"Foi uma classificação complicada com a chuva, depois pista seca, depois chuva de novo, enfim. Tinha que estar na pista na hora certa, mas penso que, em geral, o carro funcionou bem. Q3 é uma loteria por vezes. Fui um pouco prejudicado na minha volta final, com a bandeira amarela, infelizmente. Mas ainda assim, estar na primeira fila é muito bom para nós - temos um bom carro de corrida no seco e no molhado", falou o campeão do mundo.

"Não é sobre a primeira volta e, sim, sobre a corrida toda. Como disse, temos um bom carro e há também a questão do desgaste dos pneus. Estou ansioso para amanhã", completou Verstappen.

Portanto, o GP da Inglaterra se desenha novamente uma prova estratégica. Com as duas equipes em um nível técnico semelhante e sendo o desgaste de pneus uma peça importante, a escolha dos compostos e o momento das paradas devem também desempenhar um papel crucial.

"A estratégia mais rápida para a corrida de 52 voltas será a de dois pit-stops, com algumas opções diferentes na mesa", prevê a Pirelli em seu comunicado. "O composto médio deve ser o preferido para o início da corrida, sendo depois substituído pelo duro e, em seguida, por um novo médio. Fazer a prova com uma parada é possível, mas não será fácil gerenciar os pneus."

"Como sempre, isso tudo também depende de quais pneus os pilotos deixaram em suas alocações e de quais serão as condições amanhã. Espera-se que esteja seco, mas existe o risco de algumas pancadas de chuva, e quanto mais baixas as temperaturas, melhor para quem tem pneus macios", concluiu.

GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do fim de semana do GP da Inglaterra. No domingo, a largada está marcada para as 11h (de Brasília, GMT-3).

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