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Omissão do 'Strollgate' confirma incertezas sobre protocolo de segurança da Fórmula 1

Lance Stroll foi infectado pelo Covid-19, mas a omissão do caso e de informações colocaram o falho protocolo da Fórmula 1 em grande risco

21 out 2020
15h35
atualizado às 16h11
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Foto: Racing Point / Grande Prêmio

Por meio das redes sociais e quase duas semanas depois, Lance Stroll confirmou que se ausentou do GP de Eifel, realizado em Nürburgring no dia 11 de outubro, por conta de um teste positivo para Covid-19. O canadense sentiu indisposição na manhã de sábado, antes do terceiro treino livre, apresentava sintomas e teve a confirmação na noite do domingo.

Lance apresentou sintomas como febre, fadiga e diarreia, alguns destes após o GP da Rússia, realizado duas semanas antes. Porém, a Racing Point tratou de negar publicamente a infecção do próprio piloto na época. Um teste feito após a corrida em Nürburgring confirmou o positivo para Covid-19.

Antes do teste positivo, Stroll tinha sido testado apenas na terça-feira anterior, ou seja, cinco dias antes, com resultado negativo. Mesmo com sintomas, ainda participou de atividades de mídia e teve contato com pessoas dentro do paddock.

Lance Stroll não correu o GP de Eifel
Lance Stroll não correu o GP de Eifel
Foto: Racing Point / Grande Prêmio

A infecção de Lance também vem em outra esteira: na forma com que a Fórmula 1 passou a ser mais solta em relação ao Covid. A presença de público, por exemplo, aconteceu no GP da Rússia, e foi justamente na rodada de exames da categoria em Sóchi que ocorreu o maior número oficial de positivos até aqui. Foram sete.

Além das flexibilizações precipitadas, já que o número de casos cresce na Europa, a FIA coloca a própria credibilidade em risco mais uma vez ao esconder o positivo de Stroll, que só é revelado dez dias depois. O órgão falha ao omitir tal informação do público e, especialmente, de seus funcionários, já que o canadense teve contato com outras pessoas.

A Racing Point adotou uma postura defensiva ao dizer que o médico que atendeu Stroll em Nürburgring afirmou que o piloto não tinha sintomas de Covid-19, sem a necessidade de um novo teste. Porém, a equipe erra ao não informar a natureza do mal-estar de Stroll, que deveria ser alvo de preocupação a todo instante.

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Foto: Racing Point / Grande Prêmio

E assim como no caso de Sergio Pérez, que se ausentou dos GPs da Inglaterra e dos 70 Anos após ser infectado, a FIA volta a mostrar falhas no próprio protocolo, que consiste nos testes RT-PCR, que busca material genético do vírus em secreção coletada da garganta (orofaringe) e do nariz (nasofaringe).

Após cada rodada de exames, a Fórmula 1 divulga a quantidade de testes feitos e os positivos. Porém, nunca revela oficialmente a identidade de quem foi infectado. As equipes se responsabilizam pelas divulgações sobre os próprios funcionários.

A situação com Stroll mostra que testes a cada cinco dias não é o protocolo ideal. Afinal, o espaço dado entre os dias determina datas longe do ideal. É inacreditável que o piloto não seja testado na quinta-feira, por exemplo, quando já participa de atividades de mídia e tem mais contato com pessoas da garagem.

Também não ficou claro quem fez o exame positivo de Stroll, seja Fórmula 1, a Racing Point ou iniciativa própria. A falta de comunicação colocou o andamento da categoria em sérios riscos.

Sem a necessidade de testar pilotos e equipes da Fórmula 2 e Fórmula 3 nas próximas etapas, não existem motivos para a Fórmula 1 economizar. É hora de aumentar a frequência de exames para evitar que a temporada seja colocada em xeque logo em sua reta final.

Grande Prêmio
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