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"Não é mais para mim": Da Costa descarta interesse na F1 e se diz "feliz onde está"

Campeão da temporada 2019/20 da Fórmula E deixou claro que não tem mais interesse na F1. Segundo ele, a categoria elétrica lembra o motivo pelo qual é piloto de carros de corrida

10 ago 2020
17h51
atualizado às 17h57
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António Félix da Costa comemora o título
António Félix da Costa comemora o título
Foto: Fórmula E / Grande Prêmio

Há pilotos que passaram pela atmosfera da Fórmula 1 rapidamente e que, quando brilham em outra grande categoria, mostram desilusão e, mesmo assim, deixam a porta aberta para o mais tradicional campeonato de monopostos do mundo. Não foi o caso de António Félix da Costa, que foi taxativo: o tempo dele pensar sobre a Fórmula 1 já passou.

Da Costa confirmou o título da Fórmula E com pleno domínio no último domingo e com duas rodadas de antecedência. Após a prova, que terminou na segunda colocação com uma dobradinha da DS Techeetah, foi questionado sobre se vislumbra uma oportunidade interessante na F1. A resposta foi clara.

"Não acho que seja real [pensar nisso]. Estive muito perto de uma vaga em algumas oportunidades, mas não é mais para mim. Moleques novos estão subindo nas categorias e é uma coisa para eles", afirmou.

"Estou muito feliz com onde estou e esse título. Sabe, nunca me diverti tanto num campeonato quanto aqui e com esses caras. Quando colocamos nossos capacetes, queremos matar uns aos outros, mas quando estamos sem capacete, fazemos festas de verdade e a atmosfera é ótima", seguiu.

"Respeito muito isso, sempre me divirto demais e entendi que há mais na vida que a F1. Acho que esse cara ao meu lado [Vergne, que também participava da entrevista] entende isso. Ele sentiu [a queda da F1] até mais forte que eu, e você quase esquece de se divertir e o motivo de fazer isso da vida, sabe? A Fórmula E nos mostra esse motivo", falou.

A chance mais notória de Da Costa na F1 veio em 2013. Após testar o RB8 da Red Bull no ano anterior, era tratado como possível substituto de Daniel Ricciardo na então Toro Rosso quando o australiano subia para a equipe principal por conta da aposentadoria de Mark Webber. Quando tudo parecia certo, a marca dos energéticos acabou decidindo por Daniil Kvyat como companheiro de Jean-Éric Vergne para 2014.

Grande Prêmio
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