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Mercedes se anima com melhora do W12: "Parece um carro que pode conquistar títulos"

Diretor de engenharia de pista da Mercedes, Andrew Shovlin entende que a equipe, exceção feita ao GP da Holanda, teve o carro mais rápido do grid, à frente até da Red Bull

14 out 2021 10h53
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A Mercedes aparece forte nesta reta final da temporada 2021 da F1
A Mercedes aparece forte nesta reta final da temporada 2021 da F1
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

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Muito mais que os resultados, a performance mostrada nas últimas corridas do calendário dá a esperança para a equipe heptacampeã do mundo buscar os dois títulos em disputa na temporada 2021 da Fórmula 1. Com exceção do fim de semana do GP da Holanda, amplamente dominada pela Red Bull com Max Verstappen, o time chefiado por Toto Wolff entende que o W12 apresentou desempenho bom o bastante para igualar as forças com a rival ou, muitas vezes, até superar os taurinos.

Nas últimas três corridas, em específico, a Mercedes conquistou duas poles. No GP da Itália, Valtteri Bottas venceu a corrida sprint, que lhe valeria a posição de honra no domingo em Monza, mas caiu para o fim do grid por conta da punição por troca de todos os componentes do quarto motor. Na Rússia, Lando Norris tirou proveito do melhor uso dos pneus slicks na fase final da classificação e cravou a pole, mas até então era Lewis Hamilton quem dominava. E no GP da Turquia, a Mercedes marcou 1-2 com Hamilton e Bottas, mas o britânico perdeu dez posições no grid em razão da troca do motor de combustão interna, então Valtteri herdou o primeiro lugar no grid, que foi importante para a conquista da vitória em Istambul Park.

Em entrevista veiculada pela revista britânica Autosport, Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista, se mostrou animado com a forma recente da Mercedes e revelou ter grandes expectativas para as próximas semanas. "Tivemos uma boa corrida no seco e mostramos bom ritmo no molhado. Parece um carro que pode conquistar títulos".

A Mercedes sobrou no fim de semana do GP da Turquia (Foto: Mercedes)

A situação atual da Mercedes, bem mais favorável, contrasta com uma primeira parte da temporada de altos e baixos. E ao longo da temporada, a equipe decidiu cessar o desenvolvimento do W12 para focar no projeto de 2022. Se no começo houve um temor sobre as chances de lutar pelo título contra a Red Bull, a situação atual traz um panorama muito mais favorável.

"Se voltarmos ao começo do ano, com as decisões que foram tomadas em relação ao desenvolvimento e tentando equilibrar os dois anos, uma das nossas preocupações para este fim de ano era: será que ainda vamos conseguir colocar o carro na pole, ocupar a primeira fila e controlar uma corrida?", destacou.

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"É realmente reconfortante estarmos nas últimas seis provas e mostrarmos que temos um pacote que pode superá-los na classificação e superá-los num domingo [de corrida]", complementou Shovlin.

James Allison, que deixou o posto de diretor-técnico para assumir a chefia do departamento técnico da Mercedes a partir de 1º de julho, ressaltou a dominância da Mercedes em Istambul, o que não se confirmou em termos de resultados. Embora Bottas tenha vencido no domingo, Hamilton ficou longe do pódio e marcou somente o quinto lugar na corrida.

"Foi um desempenho muito bom. O carro esteve muito bem equilibrado, não sofremos tanto com as saídas de frente, algo que prevaleceu bastante no fim de semana. Mas não acho que você pode ter essa leitura automaticamente nas corridas que estão por vir", comentou o engenheiro, que traçou um paralelo entre o fim de semana do GP da Inglaterra e agora, e a evolução alcançada desde então.

"Em Silverstone, montamos um pacote de atualização muito bom em nosso carro, e isso tornou nossa temporada um lugar mais feliz. Nas corridas desde então, acho que só houve uma em que fomos amplamente derrotados, em Zandvoort. Nas outras, acho que provavelmente os ofuscamos com o carro mais rápido e em alguns lugares, como Istambul e Sóchi, éramos muito bons. Monza, também", disse.

"No geral, acho que os ofuscamos, mas na maior parte dos lugares temos sido o carro mais rápido. O que acho que isso significa é que, pelo menos, estamos na luta", concluiu Allison.

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