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Mercedes perde chance em erro de Hamilton, mas nem tudo está acabado na Rússia

A Mercedes tinha a faca e o queijo na mão, mas um vacilo de Lewis Hamilton na classificação acabou tirando a chance de uma primeira fila que era muito necessária. Ainda assim, a equipe alemã tem a vantagem ao seu lado. Enquanto isso, Max Verstappen torce pelo caos

25 set 2021 15h53
| atualizado às 17h35
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Lewis Hamilton teve um dia para esquecer, com dois acidentes na classificação, e larga só em 4º
Lewis Hamilton teve um dia para esquecer, com dois acidentes na classificação, e larga só em 4º
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

Assim que terminou a sessão que definiu o grid de largada do GP da Rússia, Max Verstappen foi às redes sociais explicar os planos para a corrida deste domingo, mas também para cutucar o rival: "Foi uma classificação interessante". A alfinetada tem a ver com os erros cometidos por Lewis Hamilton nos momentos derradeiros. O vacilo do heptacampeão na batida no pit-lane o afastou de uma pole que parecia muito simples e comprometeu também a vida de Valtteri Bottas. A verdade é que o resultado em Sóchi, ao menos neste sábado (25), é uma decepção para a Mercedes. Só que nem tudo está perdido.

A questão é que a Mercedes tinha de sair com um 1-2 no grid, para tirar proveito do revés do adversário, que vai partir da última posição do grid depois da troca para o quarto motor. E Sóchi é conhecidamente um território dos homens de preto, mas o potencial está também na grata adaptação do W12 e da enorme velocidade de reta. Hamilton vinha comprovando o favoritismo com um ritmo consistente ao longo da classificação. No Q3, a primeira volta foi exemplar, colocando mais 0s6 em cima de um Lando Norris afiadíssimo. Parecia apenas uma questão de tempo.

Só que deu tudo errado e muito por causa justamente de Hamilton. O erro na batida na entrada do pit-lane custou muito caro. Isso porque atrasou a operação toda da equipe, uma vez que não foi possível sair com tempo para aquecer corretamente os pneus macios. Isso prejudicou Bottas também, que precisou esperar a mudança da asa dianteira do heptacampeão. Tem ainda uma decisão tardia da esquadra e de Lewis.

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Acontece que a parte final da classificação foi das mais agitadas, seguindo um roteiro tumultuado da própria sessão, que começou com pista muito molhada, forçando o uso dos intermediários. No entanto, os instantes finais, o asfalto apresentou condição de uso dos slicks, mas o tempo para aquecê-los foi fundamental. E quem primeiro percebeu foi George Russell, ainda não tenha aproveitado inteiramente da situação de adversa, como fez minutos depois Carlos Sainz e, na sequência, Norris, que arrebatou a pole. De qualquer jeito, o terceiro posto do grid é só mais uma prova da qualidade da escolha feita por Toto Wolff.

Hamilton até ouviu de seu engenheiro um chamado para a opção pelos compostos macios, mas não reagiu a tempo, assim como a própria Mercedes. "Foi um erro meu, estou incrivelmente decepcionado comigo mesmo", disse Hamilton, entrevistado pela emissora britânica Sky Sports. "Eu estava muito focado até aquela hora. Eu lamento muito pela equipe, tanto os que estão aqui quanto os que estão na fábrica. Não é isso que se espera de um campeão", seguiu.

"Eu vou dar meu melhor amanhã para corrigir isso. Foi um negócio horrível, não tínhamos aderência alguma, eu perdi toda a temperatura. Bati duas vezes, o que é muito raro para mim. Os caras à frente têm um ritmo bom e certamente não vai ser fácil amanhã. Eu vou rezar e torcer para o carro estar consertado para amanhã. Essas coisas são como testes para nós. Eu me sinto péssimo, mas vou transformar isso em algo positivo", destacou.

O cenário da Mercedes foi mais bem resumido por Bottas. "Estava tudo indo bem no Q1 e no Q2, com força nessas condições [de chuva]. No fim, quando começou a secar, entramos [nos boxes] esperançosos de que teríamos duas voltas, mas foi só uma e os outros conseguiram duas", afirmou.

"Não é o ideal, mas não está tudo acabado. Temos um bom carro e um grande ritmo durante todo o fim de semana. Pelo menos, dessa vez não estou largando no fim do grid, como em Monza", completou o finlandês da Mercedes.

O top-3 do grid de largada para o GP da Rússia (Foto: McLaren)

De fato, o ritmo de corrida é a grande força dos heptacampeões. Durante a simulação de sexta, Valtteri foi o mais sólido, seguido por Verstappen e Hamilton. Se a corrida acontecer no piso seco, a chance de recuperação é muito alta, ajudada pelas características do circuito do Parque Olímpico. A ressalva que se faz é apenas uma: a McLaren. Tal como em Monza, há duas semanas, os carros laranja também dispõem de uma performance consistente nas retas.

Enquanto isso, na outra ponta do grid, está o líder do campeonato. E apesar do ótimo desempenho em corrida, o holandês vai ter de contar uma dose de caos para escalar no pelotão e tentar algo a mais. "As condições da pista estavam boas, com uma boa aderência. Creio que as condições serão parecidas durante a corrida. A equipe fez um grande trabalho, e estou confiante que tomamos uma boa decisão sobre o acerto do carro", explicou o dono do carro #33.

"Olhando para amanhã, é sempre complicado, principalmente com o meio do pelotão próximo. Mas vai ser importante encarar a situação e conquistar o máximo de pontos possíveis. Faremos nosso melhor e esperamos uma corrida divertida", completou Max.

O GP da Rússia tem largada prevista para 9h (horário de Brasília, GMT-3) deste domingo. A previsão da meteorologia é para um dia de sol e calor em Sóchi. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo sempre AO VIVO e em TEMPO REAL.

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