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Mercedes diz que só desempenho não é garantia de título em "clássico" 2021

Diretor-técnico da Mercedes, James Allison acredita que a potência do motor não será o fator determinante para decidir quem vai sair com o título mundial em 2021 na Fórmula 1. O engenheiro também entende que a temporada será lembrada como uma espécie de clássico no futuro

17 out 2021 04h33
| atualizado às 08h23
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Temporada 2021 é marcada por uma enorme disputa entre Lewis Hamilton e Max Verstappen
Temporada 2021 é marcada por uma enorme disputa entre Lewis Hamilton e Max Verstappen
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

A Mercedes entende que apenas o desempenho do motor não será o fiel da balança para a decisão do título de 2021 na Fórmula 1. Quem garante é James Allison, o diretor-técnico da equipe alemã. Falando sobre a significativa melhora apresentada pelo W12 nas últimas corridas, sobretudo com relação ao motor, o engenheiro britânico minimizou os efeitos deste salto de qualidade e afirmou que é preciso mais para assegurar a taça.

A heptacampeã trava nesta temporada uma dura batalha contra a Red Bull. No momento, o time de Brackley lidera o Mundial de Construtores, mas Lewis Hamilton aparece atrás de Max Verstappen no de Pilotos. Mas o GP da Turquia, disputado no fim de semana passado, mostrou um carro preto veloz de reta, que assustou os rivais. A equipe austríaca chegou a dizer que é como se asa móvel do W12 ficasse acionada permanentemente e até pediu à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para checar se não havia nada ilegal.  

Só que, para Allison, a corrida em Istambul não deve ser parâmetro para entender o que a Mercedes ainda pode entregar para esta temporada. Segundo o dirigente inglês, o ideal é olhar para o que foi feito nas últimas seis etapas da F1. "Eu acho que é difícil tomar a Turquia como parâmetro do que podemos esperar para o resto da temporada. Foi um fim de semana muito bom, treinos, classificação, corrida. Fomos fortes em todas as condições de pista, seca ou molhada", disse James.

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James Allison acha que a Mercedes está na luta, mas que só o motor não vai garantir o título (Foto: Mercedes)

"Foi um desempenho muito bom, o carro estava bem equilibrado e não parecíamos sofrer tanto com o acerto ou com saídas de frente, como boa parte dos nossos adversários. Apesar disso, eu não acho que você pode imaginar que essa situação se repetirá automaticamente nas próximas corridas", completou o britânico.

O engenheiro entende que a performance da Mercedes para o resto da temporada pode ser encontrada nas últimas seis ou mais provas. "Uma leitura melhor seria a de analisar essas últimas corridas. Em Silverstone, lançamos mão de um bom pacote de atualização em nosso carro, o que deixou a nossa temporada um pouco mais agradável", admitiu.

"Desde então, acho que só fomos, verdadeiramente, derrotados em Zandvoort (GP da Holanda). Nos outros fins de semana, tivemos o carro mais rápido, como em Istambul, Sóchi e Monza."

Foi na Holanda, inclusive, a última vitória de Verstappen, que não foi ao pódio na Itália, quando a Mercedes foi terceira colocada com Bottas - o circuito italiano testemunhou a segunda batida entre os dois protagonistas da temporada. Na Rússia, Hamilton venceu com o holandês na segunda posição e, na Turquia, foi a vez do finlandês ganhar com o piloto da Red Bull logo atrás. Lewis terminou apenas em quinto.

Ainda sem acreditar em um favoritismo da equipe anglo-alemã na F1, o diretor técnico das flechas de prata crê que o fato de ter tido o carro mais rápido nas últimas corridas não significou tanto quanto parece. "Na maioria dos lugares em que tivemos o carro mais rápido a vitória não foi uma garantia, mas, sim, uma espécie de cara ou coroa. Isso significa que, pelo menos, estamos na luta", complementou o inglês.

"Estamos tentando caçar esse título. Se nós trabalharmos bem com o nosso carro nas corridas que estão por vir, teremos algo competitivo o suficiente para estar na briga."

"Há mais do que apenas velocidade para definir o resultado de uma corrida, como os GPs anteriores nos mostraram. Há confiabilidade, há pit-stops, há clima e uma grande quantidade de coisas que podem interferir. Esse é o tipo de emoção que a F1 propicia."

Apesar do carro mais veloz na Turquia, Hamilton foi apenas o quinto na corrida (Foto: AFP)

Por fim, o diretor técnico da equipe comandada por Toto Wollf afirmou que a Mercedes tem a chance de lutar pelo título desta temporada que, para ele, será vista como um "clássico do automobilismo" no futuro.

A Mercedes tem a chance de devolver a liderança do Mundial de Pilotos para Hamilton e manter a boa performance na pista já neste próximo final de semana, quando a F1 aterrissa em solo norte-americano para a disputa da corrida no Circuito das Américas, em Austin.

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