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Mercedes diz que DAS "não é capítulo encerrado" mesmo com proibição para 2021

A Mercedes planeja continuar a desenvolver o DAS, sistema de direção de eixo duplo, mesmo com o banimento do mecanismo para a próxima temporada da Fórmula 1

29 jul 2020
10h11
atualizado em 4/8/2020 às 16h41
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Valtteri Bottas aciona o DAS no TL1 do GP da Áustria
Valtteri Bottas aciona o DAS no TL1 do GP da Áustria
Foto: Reprodução/F1 / Grande Prêmio

A FIA já anunciou que a temporada 2021 não terá o DAS, a Direção de Eixo Duplo, nos carros da Mercedes. A equipe alemã tem utilizado tal sistema neste ano, mas não planeja simplesmente parar com seu desenvolvimento só por causa da proibição.

De acordo com James Allison, diretor-técnico da Mercedes, o DAS continuará a ser evoluído para uma futura liberação por parte da Fórmula 1.

"Continua um sistema novo até para nós. Precisamente como, onde e quando poderemos utilizá-lo de novo, ao menos em algum grau, continua a ser uma viagem de descobrimento para nós", comentou o dirigente ao 'Motorsport'.

"A maneira com que iremos desenvolvê-lo continua aberta para nós durante a temporada. Então não é um capítulo encerrado, e esperamos tirar mais dele e aprender rapidamente nas próximas corridas", concluiu.

Nada de DAS no carro de Lewis Hamilton ano que vem
Nada de DAS no carro de Lewis Hamilton ano que vem
Foto: AFP / Grande Prêmio

Nesta temporada, o mecanismo tem aparecido durante as voltas de aquecimento, em que Lewis Hamilton e Valtteri Bottas lhe acionam para ajudar a controlar a temperatura dos pneus.

A decisão pelo banimento tomada por parte da FIA foi baseada no artigo 10.5 do regulamento técnico da F1, endossada por uma fala recente de Ross Brawn em relação ao que é feito "de forma diferente do que indica o regulamento básico", ou seja, explorando brechas como no caso da Mercedes em 2020. 

"O realinhamento das rodas depende de suspensões e deve acontecer em uma distância fixa uma da outra e deve ser definida por um movimento único da rotação do volante", diz o artigo.

O volante funciona como espécie de alavanca: puxando-o para a frente, a barra de direção puxa também o sistema de suspensão do carro, alterando a cambagem. Empurrando-o para trás, o efeito oposto acontece. Isso tudo, segue no campo da teoria: ninguém fora da Mercedes sabe precisamente dos detalhes.

Grande Prêmio
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