PUBLICIDADE

Mercedes admite que deseja cortar uma das equipes clientes a quem fornece motor na F1

Chefe da Mercedes, Toto Wolff admitiu que preferia ter uma equipe cliente a menos na Fórmula 1, já que novas regras teriam tornado acordo desinteressante para fornecedores

29 mai 2022 09h32
ver comentários
Publicidade
Toto Wolff admitiu que preferia ter uma cliente a menos na F1
Toto Wolff admitiu que preferia ter uma cliente a menos na F1
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

FÓRMULA 1 2022 AO VIVO: LECLERC NA POLE! ESQUENTA E PRÉ-CORRIDA GP DE MÔNACO | Briefing

Chefe de Lewis Hamilton e George Russell na Mercedes, Toto Wolff revelou que gostaria que sua equipe tivesse uma cliente a menos para fornecer seu motor na Fórmula 1. Atualmente, a escuderia alemã fabrica as unidades de potência para McLaren, Aston Martin e Williams — além, é claro, do próprio carro —, e o austríaco admitiu em entrevista ao Financial Times que em um mundo ideal, teria apenas duas equipes clientes.

O argumento do chefe da Mercedes foi de que as novas regras financeiras da categoria impedem que as equipes recebam "quantias substanciais" de dinheiro, ou seja, fornecer para muitos times deixou de valer a pena. "Em um mundo ideal, eu talvez nos veria com duas equipes [clientes]", admitiu Wolff. "Então, na verdade eu diminuiria um pouco", explicou.

Wolff ainda salientou que a FIA passou a limitar o valor que as fabricantes poderiam cobrar de seus clientes, o que fez com que as negociações para o fornecimento de motores para equipes menores deixasse de ser "atraente e interessante", nas palavras do austríaco.

Além do próprio carro, a Mercedes fornece os motores de outras três equipes. Wolff gostaria que fossem duas (Foto: Mercedes)

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Todas as equipes da Fórmula 1 precisam se manter dentro do teto de gastos de US$ 140 milhões previsto inicialmente, o que tem gerado polêmica — os times maiores já pressionam por um aumento nesse limite, alegando que a invasão da Ucrânia por parte da Rússia elevou os custos de vida e a inflação na Europa.

A Mercedes é a maior fornecedora atual da Fórmula 1. Vende seus motores para três equipes — McLaren, Aston Martin e Williams —, enquanto a Ferrari tem como clientes Alfa Romeo e Haas. A Red Bull utiliza os motores Honda — atualmente sob comando da Red Bull Powertrains —, assim como sua 'irmã' AlphaTauri, enquanto a Alpine é a única a fazer uso do motor Renault.

A partir de 2026, as regras serão diferentes para as unidades de potência, que vão passar por uma revolução na Fórmula 1. Assim, são esperadas as chegadas de duas das grandes marcas da Volkswagen, Porsche e Audi. Enquanto a primeira se vê envolvida em rumores sobre uma parceria com a Red Bull, a segunda tem sido ligada justamente aos times clientes da Mercedes.

A Fórmula 1 continua com o GP de Mônaco do domingo, marcado para as 10h [de Brasília, GMT-3]. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e EM TEMPO REAL. Na classificação, Charles Leclerc não deu chances aos concorrentes e cravou a pole em casa, com Carlos Sainz completando o 1-2 da Ferrari na ponta e Sergio Pérez fechando o top-3.

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

Grande Prêmio
Publicidade
Publicidade