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Leclerc conduz Ferrari ao favoritismo e obriga Red Bull a torcer por caos em Mônaco

Charles Leclerc conquistou uma importante pole nas ruas de casa e ratificou a performance soberana da Ferrari em Mônaco. Ainda que Sergio Pérez tenha colado em Carlos Sainz, a verdade é que a única chance da Red Bull está no caos

28 mai 2022 17h23
| atualizado às 19h17
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Charles Leclerc celebra a pole do GP de Mônaco
Charles Leclerc celebra a pole do GP de Mônaco
Foto: Andrej Isakovic/AFP / Grande Prêmio

Maestro, Charles Leclerc conduziu como quis a Ferrari #16 pelas ruas de casa neste sábado (28) e obteve uma pole grandiosa. O monegasco não só confirmou a superioridade em ritmo de classificação, mas exibiu um domínio nunca visto nesta temporada. O vice-líder da Fórmula 1 ainda poderia ter sido mais rápido no fim do Q3, mas acabou sendo contido pelo tumulto criado por Sergio Pérez. Ainda assim, o favoritismo do GP de Mônaco está ao lado dos ferraristas, uma vez que Carlos Sainz foi capaz também de garantir a segunda posição do grid - um alívio diante da pressão que já pesa sob os ombros do espanhol. Portanto, a Ferrari tem nas mãos uma sólida oportunidade de frear a ascensão ameaçadora da Red Bull.

A verdade é que a pole em si não é realmente uma surpresa. A escuderia italiana desembarcou em Monte Carlo de maneira muito forte. Os treinos livres comprovaram essa performance, especialmente em volta única. Então, com um desempenho desse nas mãos de Leclerc, um mestre em classificação, a posição de honra se tornou quase uma formalidade. Mas Charles foi muito além.

Também foi possível porque a F1-75 tem na tração e na velocidade armas poderosas no Principado. Tanto é que ninguém é mais veloz que o carro vermelho no primeiro setor. Os vermelhos também levam vantagem no trecho final. O giro da pole, no entanto, apresentou um Leclerc perfeito. O ferrarista estava 0s4 mais rápido em sua segunda tentativa no Q3, antes da confusão final. "É muito especial. Estou incrivelmente feliz", vibrou Charles. "O fim de semana tem sido bem tranquilo até agora, eu sabia o ritmo que tinha no carro e só precisei fazer o meu trabalho", acrescentou.

+Verstappen lamenta confusão no Q3, mas admite: 'Pole era de Leclerc'

+Sainz lastima bandeira vermelha depois de batida no Q3 em Mônaco

Outra razão para a performance ferrarista é a gestão dos pneus. Como em Barcelona, há uma semana, pareceu mais fácil administrar não só desgaste, mas principalmente a temperatura. O carro parece aquecer mais rapidamente a borracha, mesmo no tráfego. "Monte Carlo é sempre complicada entre o tráfego e gerenciamento de pressão e pneus. Mas estamos felizes pela equipe particularmente porque a pista nos deu respostas que não teríamos em outros tipos de traçados. Ficamos animados por Maranello ter construído um carro que tenha este nível de desempenho em todos os tipos específicos de circuito", explicou Laurent Mekies, diretor-esportivo da fábrica italiana.

Mas se a Ferrari obteve as respostas que queria, o mesmo não aconteceu com a Red Bull. É que os taurinos não foram capazes de ameaçar a pole. Pérez, é bem verdade, flertou com a primeira fila o tempo todo - chegou até a liderar o Q2 -, mas acabou perdendo a chance em um erro na Portier. Aliás, o incidente ainda arruinou a tentativa final de Sainz e também de Max Verstappen - pelo segundo ano consecutivo, o holandês vê uma bandeira vermelha encerrar o Q3 em um momento decisivo.

De qualquer jeito, Pérez ainda assegurou o terceiro posto, milésimos atrás de Sainz. Enfrentando mais dificuldades com a configuração, Verstappen apareceu perto também, mas teve de se conformar com o quarto posto. O problema dos energéticos é que o carro perdeu em velocidade e o acerto está comprometido - ambos reclamaram que o RB18 sai demais de traseira. As freadas fortes também requerem atenção. "Tem sido um fim de semana complicado para mim o tempo todo. É claro que fui melhorando, especialmente na classificação, no Q3, você vai para o limite. Na última tentativa, fui para uma estratégia diferente dos outros e foi boa, estava em uma volta boa até ter aquele tráfego todo", afirmou o campeão do mundo.

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Acidente entre Pérez e Sainz em Mônaco (Foto: Reprodução/F1)

"Foi uma pena, eu acho que poderia ter feito mais que o quarto lugar. Não a pole, Charles estava muito forte, mas seria legal ter sido segundo. É Mônaco, é assim: você faz uma volta no Q3 e sempre tem o risco de vir uma bandeira vermelha, todo mundo arrisca tudo", completou.

Em outras pistas, a segunda fila não seria desesperadora diante do paredão vermelho à frente, só que as ruas estreitas de Monte Carlo demandam um risco enorme, além dos pouquíssimos pontos de ultrapassagem. Daí a preocupação dos taurinos. Mas se o clima fala em chuva, o jogo ganha uma estratégia adicional - é a aposta. "Eu não acho que seríamos pole hoje, Charles foi poderoso", avaliou o inglês. "Parabéns a ele, já que não poderíamos ter feito isso. Mas é uma pena, acho que os dois pilotos [Verstappen e Pérez] poderiam ter melhorado um pouco mais", disse o chefe Christian Horner.

"Podemos ter alguma mudança de tempo amanhã. É frustrante não estar na primeira fila, mas vamos brigar a partir daí", acrescentou.

Sim, Horner tem razão. Há um fator que precisa ser levado em consideração, mesmo tendo a Ferrari favorita. A previsão do tempo fala em chuva para esse domingo em Mônaco, entre as 11h e às 18h no horário local. E é aí que mora a expectativa da Red Bull - na verdade, o desempenho superior da Ferrari praticamente obriga os taurinos a torcer por pista molhada no domingo.

"O GP de Mônaco de 78 voltas tem sido frequentemente comparado a um giro da roleta no famoso cassino do Principado - e a corrida de amanhã pode ser mais confusa do que a maioria, pois há a previsão de chuva", afirmou a Pirelli, em comunicado após a classificação.

Líder da F1, Max Verstappen sai em quarto em Mônaco (Foto: Red Bull Content Pool)

"A única certeza é que este deve ser uma prova de apenas uma parada, em circunstâncias normais. No entanto, o desgaste é ligeiramente superior ao esperado, embora a degradação seja mais fácil de controlar. Como resultado, o composto duro se torna um pneu de corrida viável: dando às equipes muitas opções tanto no que diz respeito ao tempo das paradas quanto aos compostos a serem usados", completou.

De toda a forma, o caos e o tumulto são sempre ingredientes interessantes quando se está em desvantagem, ainda mais em um traçado apertado como o de Monte Carlo.

A Fórmula 1 continua com o GP de Mônaco do domingo, marcado para as 10h [de Brasília, GMT-3]. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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