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Honda muda planos e vai fornecer motores para Red Bull e AlphaTauri até 2025

Depois de anunciar saída da Fórmula 1 no fim de 2021, a Honda voltou atrás e decidiu seguir como fornecedora de motores na categoria por mais alguns anos. A informação foi divulgada por Helmut Marko, consultor da Red Bull, em entevista à revista Autorevue

28 jan 2022 11h50
| atualizado às 11h56
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Honda e Red Bull vão seguir juntas por mais um tempo
Honda e Red Bull vão seguir juntas por mais um tempo
Foto: Red Bull Content Pool/Getty Images / Grande Prêmio

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A situação entre Honda e Red Bull continua cheia de reviravoltas. No ano passado, a Honda anunciou que deixaria a Fórmula 1 no fim da temporada 2021, mas o cenário ganha novo capítulo. A fornecedora de motores estuda uma mudança de planos e quer ficar na categoria até 2025, quando se encerra a atual geração de unidades de potência.

A estratégia original da Honda era ajudar a Red Bull na criação de motores para 2022, quando a F1 introduz um combustível mais sustentável, o E10. Como parte do processo de transição para o Red Bull Powertrains, a Honda manteria a colaboração com a escuderia de Milton Keynes para esta temporada. Algo que, no entanto, não mudava a determinação de saída da marca oficialmente como fornecedora na F1 ao fim de 2021.

A partir disso, os taurinos desenvolveriam as unidades de potência com a Red Bull Powertrain até 2025, quando acaba o congelamento dos motores atuais. O mesmo se aplicaria à AlphaTauri, que também possui motores japoneses. Em entrevista à revista Autorevue, porém, Helmut Marko parece indicar uma mudança na logística.

Honda é parceira da Red Bull desde 2019 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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"Agora nós encontramos uma solução completamente diferente em relação à originalmente prevista. Os motores serão produzidos no Japão até 2025 e não vamos tocar neles. Isso significa que os direitos vão seguir com os japoneses, que é importante para 2026 porque nos torna estreantes [como fornecedores]", afirmou o consultor da Red Bull.

De acordo com o dirigente, o título de Max Verstappen conquistado no dramático GP de Abu Dhabi fez com que a Honda mudasse os planos e quisesse ficar próxima da Fórmula 1 nos próximos anos.

"No caminho para nosso sucesso, houve um certo momento para repensar para os japoneses. Inicialmente estava planejado que só fariam nossos motores para 2022. Agora está decidido que vão continuar até 2025, que é uma enorme vantagem para nós. Isso significa que só vamos fazer alguns ajustes e calibragens", declarou.

Semanas atrás, Masashi Yamamoto, chefe de automobilismo da Honda, reconheceu que a despedida da fabricante pode ter sido "cedo demais", mas enfatizou que é o caminho que a empresa quer seguir.

"Sim, eu concordo [que a Honda está deixando a Fórmula 1 cedo]", disse Yamamoto, quando questionado pelo site Motorsport a respeito da decisão da companhia. "Mas esta é uma decisão da empresa, e eu entendo o caminho que a empresa quer seguir, então, no final das contas, temos de aceitar isso. Mas esperamos que um dia a Honda retorne à F1", acrescentou.

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