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GP às 10: Ninguém vai morrer porque F1 sai da Globo. Futuro pode reservar surpresas

Ao dizer com todas as letras que "ninguém vai morrer porque a Globo deixará de transmitir a Fórmula 1", o jornalista Américo Teixeira Junior analisa o contexto gerador da ruptura, depois de quatro décadas

16 set 2020
10h01
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Américo Teixeira Jr. aborda o futuro da F1 na TV brasileira no GP às 10
Américo Teixeira Jr. aborda o futuro da F1 na TV brasileira no GP às 10
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

Modelo de negócio antigo e ultrapassado, baseado no monopólio e no telespectador passivo, perde espaço para nova forma de ver a Fórmula 1, podendo revolucionar a TV brasileira, inclusive com a Globo. Por que não? A reflexão é de Américo Teixeira Jr. no GP às 10 desta quarta-feira (16).

Passado o susto provocado pelo fim das transmissões da Fórmula 1 pela Globo, a partir de 2021, o cenário continua sombrio porque nada foi anunciado em substituição. Entretanto, há quem vislumbre futuro interessante para o fã da categoria e emissoras no Brasil. O jornalista explica o que pode vir a ser o novo horizonte para a Fórmula 1 na televisão brasileira.

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Os dez últimos novos vencedores da Fórmula 1

Ao cruzar a linha de chegada no mítico circuito de Monza e vencer de forma incrível o GP da Itália, Pierre Gasly tornou-se o 109º piloto da história a triunfar em uma corrida do Mundial de Fórmula 1. A bordo do carro da AlphaTauri empurrado pelo motor Honda, o francês de 24 anos quebrou uma hegemonia do trio Mercedes-Red Bull-Ferrari que durava desde quando Kimi Räikkönen faturou o GP da Austrália de 2013 com a Lotus, sucessora e, ao mesmo tempo, antecessora da Renault como conhecemos hoje. Gasly entrou para a galeria dos novos vencedores da F1.

Trata-se de uma façanha e tanto. Mas também é verdade que, cada vez menos, a Fórmula 1 conhece novos pilotos vencedores. Desde que Heikki Kovalainen venceu o GP da Hungria de 2008 a bordo da McLaren e tornou-se o 100º homem da história a triunfar em uma etapa do Mundial, somente outros nove competidores triunfaram pela primeira vez. E tudo isso num espaço de quase 11 anos.

Tudo depende muito da ordem de forças e da dinâmica da Fórmula 1 em cada temporada. Naquele 2008, por exemplo, além de Kovalainen e Sebastian Vettel, que assim como Gasly, venceu em Monza a bordo da Toro Rosso, antigo nome da AlphaTauri, Robert Kubica subiu ao topo do pódio pela primeira e única vez na carreira a bordo de uma BMW que despontava como uma das forças daquele campeonato.

Com o passar dos anos e a polarização da Fórmula 1, sobretudo a partir do início da era híbrida de motores, vencer corridas tornou-se praticamente um monopólio de quem corria por Mercedes, Red Bull e Ferrari. Tanto que, entre 2014 e 2019, quatro pilotos provaram o doce sabor da vitória pela primeira vez, e sempre correndo por uma dessas equipes. Até que Gasly quebrou a sequência no último domingo. Tudo isso só representa, ainda que a conquista do francês tenha sido circunstancial, o gigante feito logrado em Monza.

Grande Prêmio
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