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GP às 10: Honda dá cartada final por título merecido no ano do adeus à Fórmula 1

No GP às 10 desta segunda-feira, Fernando Silva fala sobre os esforços da Honda para sair de cena da Fórmula 1 em alta e com o título mundial. Para isso, a marca de Sakura desenvolveu uma unidade motriz conceitualmente nova e que entregou ganhos aerodinâmicos ao RB16B

12 abr 2021
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Masashi Yamamoto é o comandante do projeto da Honda para a F1
Masashi Yamamoto é o comandante do projeto da Honda para a F1
Foto: Honda Racing / Grande Prêmio

No ano que marca o fim de mais um ciclo na Fórmula 1, a Honda aposta todas as suas fichas para tentar derrotar a Mercedes e, enfim, depois de 30 anos, voltar a conquistar o título mundial. A equipe liderada por Masashi Yamamoto e Toyoharu Tanabe desenvolveu, a partir de outubro do ano passado, um motor conceitualmente novo e mais compacto. A última cartada jogada na mesa é para faturar um título muito merecido, opina Fernando Silva no GP às 10 desta segunda-feira.

Neste começo de 2021, seja nos testes de pré-temporada como também na primeira corrida do ano, no Bahrein, a Honda mostrou ter um motor ao mesmo nível em relação ao da Mercedes. A grande evolução alcançada pelos japoneses mostra que a corrida contra o tempo valeu a pena.

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Até outubro do ano passado, a Honda planejava apenas uma evolução do motor que tinha no ano passado, mas foi aí que a equipe da montadora para a Fórmula 1 convenceu a presidência da empresa a investir e apostar tudo em um novo projeto para tentar a cartada final, ou seja, o título em 2021. Por isso, houve grande carga de trabalho entre outubro e o fim de fevereiro para entregar esse novo motor. E deu certo.

Se for feito um comparativo entre o GP do Bahrein do ano passado, em novembro, e o deste ano, em março, a Honda saiu de 0s4 mais lenta que a Mercedes para superar a marca alemã em quase 0s4 na classificação em Sakhir. E ainda que Lewis Hamilton tivesse saído com a vitória, a conclusão que fica é que, neste primeiro momento, o pacote carro e motor da Red Bull-Honda se mostra melhor e está à frente da Mercedes.

Há também o fator histórico: a última vez que a Honda marcou uma pole-position em etapa de abertura foi em 1991, com Ayrton Senna no GP dos Estados Unidos do ano que representou a conquista do último título logrado pela montadora na Fórmula 1.

Claro que o campeonato é muito longo, vem aí mais 22 corridas previstas, e a Mercedes tem uma capacidade de reação muito grande, mas a Honda mostrou que trabalhou direitinho para poder entregar a melhor unidade motriz da F1 para a Red Bull e também para a AlphaTauri. Todo o esforço é para fechar o ano como grande campeã e finalizar este novo ciclo na Fórmula 1 no topo.

E, se tal situação se concretizar, seria uma das maiores voltas por cima do esporte nos últimos tempos quando se recorda que a Honda, com a McLaren — na década passada —, foi motivo de chacota e sinônimo de fracasso na Fórmula 1. E por toda a luta, por todo o trabalho e, principalmente, por ter acreditado no projeto quando todo mundo desconfiou ou desacreditou, a Honda merece muito fechar sua passagem pela Fórmula 1 com um título mundial.

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