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FIA congela desenvolvimento dos carros de 2022 da Fórmula 1

Com a decisão, as equipes não poderão começar a desenvolver os carros do novo regulamento em 2020. Medida foi adotada para redução de custos

31 mar 2020
16h44
atualizado às 17h11
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De olho no impacto que a pandemia do novo coronavírus está causando na Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), através do Conselho Mundial do Esporte a Motor, divulgou um comunicado oficial nesta terça-feira confirmando que aprovou uma série de mudanças no regulamento da categoria em resposta à situação global.

Entre as medidas, a de maior relevância diz respeito à proibição de desenvolvimento "aerodinâmico" do modelo de 2022 durante o ano de 2020, que passou a valer a partir do último sábado. Essa mudança vem na esteira dos pedidos da escuderias para reduzir os custos de 2020 após o novo regulamento técnico ter sido adiado de 2021 para 2022, que recebeu aprovação formal do Conselho na reunião.

Equipes só serão liberadas para desenvolverem carros do novo regulamento ao final de 2020.
Equipes só serão liberadas para desenvolverem carros do novo regulamento ao final de 2020.
Foto: Reuters

Agora as equipes conversam sobre o possível adiamento das novas regras não mais para 2022, mas para 2023. Segundo Christian Horner, chefe da Red Bull, seria irresponsável fazer um novo carro com o orçamento que os times terão em 2021 que corresponde ao que foi ganho nesta temporada.

"Temos conversado sobre adiar em mais um ano o regulamento porque na minha cabeça seria irresponsável ter o fardo dos gastos de um desenvolvimento em 2021. Parece que temos uma aceitação razoável, mas precisamos da ratificação da FIA para que seja aprovado", afirmou o dirigente, em entrevista ao canal inglês BBC.

O Conselho também confirmou as mudanças que foram feitas no regulamento esportivo, que permitiriam à FIA e Fórmula 1 "reagir à crise e organizar um calendário de corridas que guarde o valor comercial do campeonato e que reduza o máximo possível de custos". As duas entidades agora têm o poder de mudá-lo sem a necessidade de votos, enquanto que alguns artigos do regulamento passam a requerer apenas apoio da maioria das equipes, ao invés da unanimidade.

O calendário da Fórmula 1 em 2020 sofreu impactos severos devido à pandemia da covid-19. Os GPs da Austrália e de Mônaco foram cancelados, enquanto que as corridas de Bahrein, Vietnã, China, Holanda, Espanha e Azerbaijão estão adiadas. O CEO da F-1, o norte-americano Chase Carey, disse recentemente que espera fazer a temporada de 2020 com 15 a 18 etapas, iniciando no verão europeu.

 

Estadão
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